A História do MSX – Parte 2


Olá pessoal, dando continuidade a história de nosso MSX;

O início de tudo;

Um dos primeiros protótipos do padrão MSX

Na década de 1980, o Japão estava no meio de um despertar econômico. As grandes empresas japonesas de eletrônicos poderiam ter sido bem sucedidas no mercado de computadores se tivessem feito um esforço concentrado no final de 1970.

Além de ter como produzir equipamentos com forte apelo visual, combinados com o poder de fábricas de tecnologia instaladas, infelizmente eles ignoraram o mercado de computadores domésticos e estavam hesitantes em fazer negócios em um mercado onde não existia um padrão na indústria daquele país.

Foi então que Nishi propós um padrão de nome MSX sendo uma tentativa de criar um padrão único para a indústria de computadores domésticos.

Inspirado pelo sucesso do VHS como um padrão para gravadores de vídeo cassete , muitos fabricantes japoneses de eletrônicos, juntamente com GoldStar , Philips e Spectravideo, decidiram construir e apostar no padrão.

A idéia do projeto era que qualquer hardware ou software com o logotipo do MSX deveria ser compatível com os produtos de logotipo MSX de outros fabricantes.

Em particular, a forma de cartucho de expansão e função eram parte da norma, qualquer expansão MSX ou cartucho de jogo iria funcionar em qualquer computador MSX.

O padrão definido por Nishi consistia principalmente de várias partes: a CPU principal era um 3,58 MHz Zilog Z80 , o chip gráfico uma Texas Instruments (TMS9918) com 16 KB de VRAM dedicada, o som usava o chip AY-3-8910  fabricado pela General Instruments (GI), e um chip da Intel o 8255 que era a interface programável de periféricos, tais como o teclado.

Da esquerda para a direita: Akio Gunji, presidente da Ascii, Kazuniko Nishi, o criador do
formato MSX, o jovem Bill Gates e Keiichiro Tsukamoto, também VP da Ascii.

Esta escolha foi compartilhada por muitos outros computadores domésticos e consoles de jogos da época, como o ColecoVision, e o Sega SG- 1000 sistema de vídeo game.

Praticamente todos os sistemas MSX utilizavam um teclado profissional, em vez de um teclado chiclete, o que elevava o custo final da máquina.

Consequentemente, esses componentes ao lado do Microsoft MSX Basic fez do MSX um micro competitivo, embora um pouco caro para os padrões da época.

Finalmente a apresentação;

Em 27 de Junho de 1983, data considerada o aniversário do MSX, ele foi formalmente anunciado durante uma conferência de imprensa, e uma série de grandes empresas japonesas declararam seus planos para introduzir essas máquinas.

As empresas japonesas evitaram o alto e competitivo mercado de computadores domésticos dos EUA, somente a Spectravideo e a Yamaha comercializaram máquinas MSX,sendo que ambas tiveram um pequeno sucesso.O Yamaha CX5M, foi construído para interfacear com vários tipos de equipamentos MIDI, foi anunciado mais como uma ferramenta de música digital do que um computador pessoal comum.


 CX5MII/128 Yamaha, o MSX da Yamaha.

Até o próximo post;

[]´s

MsxRevival

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Adaptador de teclado PS2 para MSX – Parte 8


Olá pessoal;

Nos capítulos anteriores, explicamos detalhadamente como construir um gravador de pic gastando o mínimo de investimento e detalhamos como fazer a instalação dos programas que serão utilizados para a digitação e para a gravação do PIC.

Agora vamos finalizar essa etapa para enfim podermos entrar na construção de nosso adaptador.

Após a digitação do programa para piscar o led detalhada no post anterior, podemos digita-lo, grava-lo e compila-lo. No caso o nosso programa se chamará piscaled.c.

Caso você esteja utilizando a IDE da MPLab;

Para colocar esse programa no projeto, clique no menu “File > new”. Aparecerá uma tela de edição. Cole o programa dentro e salve como piscaled.c na mesma pasta que você salvou o projeto.

Depois adicione o arquivo clicando com o botão direito do item “source” e adicione o arquivo piscaled.c que você salvou.

ATENÇÃO – Agora é o passo onde compilamos o programa. Pressione a tecla F10. O programa é então compilado pelo CCS

Pronto! O programa foi compilado e um arquivo para enviar para o PIC foi gerado na pasta do projeto com o nome de “piscaled.hex”.

Gravando o programa no PIC.

Vamos gravar o PIC! Abra o WinProgrammer. Se você ainda não baixou e instalou ele, veja a aula sobre a construção do gravador, nos posts anteriores.

Se você já construiu o seu gravador e o testou, vamos a gravação do programa.

Clique no menu “Device > Select” e selecione o PIC 16F628A no combo.

Agora clique no menu “File > Load”e aponte para o arquivo hexa gerado pelo compilador. É o arquivo “piscaled.hex”.

Neste momento, o programa é carregado e está pronto para ser gravado no PIC.

Clique no menu “Device > Program (CODE+DATA+CONFIG)”. O processo de gravação começa, e ao final a mensagem abaixo é apresentada:

PRONTO!! O seu LED deve começar a piscar!

Se você viu seu led Piscar, você adquiriu as seguintes habilidades:

  • Você construiu um circuito micro-processado;
  • Você baixou, instalou e configurou um “toolset” para trabalhar com PIC;
  • Você sabe manipular uma protoboard;
  • Você compilou um programa em C e o gravou em um chip de silício;
  • E é claro, você fez piscar um LED!

O interessante agora, é mexer no programa, tentar entendê-lo, alterar o tempo que o LED fica aceso, apagado, etc. Vou deixar essa “brincadeira” para vocês.

Gostaria aqui de agradeçer ao Sr. Daniel Basconcello Filho que compartilhou conosco suas experiências tornando possível a construção de um gravador a um custo tão baixo, e deixar tão detalhado o método de faze-lo, que em menos de 30 minutos eu já tinha feito e testado meu gravador.

Caso haja alguma dúvida nesse processo, por gentileza não deixem de perguntar, estamos aqui para ajudar no que for possível.

No próximo post, vamos começar a construir o projeto de nosso adaptador de teclado PS2 para MSX.

Abraço a todos

Msxrevival;

fonte: http://www.robotizando.com.br

Um pouco de diversão


Olá Galera;

Seguindo a linha que as vezes é necessário brincar um pouco, continuamos a realizar a análise de alguns jogos do msx, e hoje estaremos falando de um jogo conhecido da galera.

The Castle

O The Castle, foi desenvolvido no ano de 1985/1986 por Isao Yoshida / Keisuke Iwakura e comercializado pela ASCII. (mesma empresa que criou o padrão MSX) e foi muito bem feita, fazendo uso de 32 Kb e desenvolvido para rodar desde a primeira versão do MSX.

Conta a história que uma princesa foi sequestrada e escondida dentro de um castelo sombrio e repleto de soldados, e a tarefa de nosso herói é a de resgata-la.

O jogador logo descobria que o que pode parecer chato ou tedioso acabava se tornando em algo extremamente criativo e desafiador.

O jogo não requeria só habilidade, mas também inteligência, uma vez que para conseguir passar por uma sala muitas vezes era necessário empurrar blocos e barris no lugar exato na hora certa.

O jogo se tornou muito popular e a ASCII logo fez uma continuação, Castle Excellent ( no Japão).

Os gráficos são simples, porém muito bem feitos, o som chega a ser repetitivo e irrita em determinados momentos.

É um jogo muito longo, e pra finaliza-lo requer muita vontade, inteligência e paciência.

Foi lançado no Brasil um remake desse jogo nesse site; http://thecastle.bazyl.com.br/castle_br.html, vale a pena dar uma olhada.

Tela do jogo The Castle

O jogo conta com aproximadamente 100 salas com muitos enigmas que devem ser desvendados,e em muitos casos demoram muito para serem resolvidos, mas vale pela diversão.

Por hoje é só pessoal;

[]´s

MsxRevival

Fonte de apoio: Old Wagner´s, Gagá Games

Projeto BR-X (Construa seu MSX) – Parte 5


Olá Galera;

Acabei de adquirir um microprocessador Z80 para que eu possa realizar alguns testes iniciais e o coloquei em minha protoboard.

Baseado nisso vou relatar algumas coisas;

O Z80 da Zilog é um dos microprocessadores mais conhecidos do mundo, equipando os MSX’s até os recentes “Game Boy”, da Nintendo, passando ainda por centrais telefônicas e equipamentos industriais.

Zilog Z80 Microprocessador de 8-Bits

O Z80 é um microprocessador de 8 bits com um barramento de endereços de 16 bits, capaz de endereçar diretamente 64k de memória. Ele possui em sua linguagem 252 instruções básicas e reserva 4 bytes para os prefixos, totalizando 308 instruções.

O Z80 foi modelado a partir do 8088 e contêm em seu subset 78 dos ‘opcodes’ do 8088.

Seus recursos de programação incluem um acumulador e seis registradores de oito bits, que podem ser emparelhados como 3 registradores de 16 bits. Além dos registradores gerais estão disponíveis os registradores “stack-pointer” (ponteiro de pilha), “programm-counter” (contador de programa) e dois índices (ponteiros de memória); Um dos recursos mais utilizados do Z80 é o seu circuito de refresh interno para as DRAMs.

O Z80 vem em formato DIP de 40 pinos. Ele é fabricado nos modelos A, B e C, diferenciados somente pela velocidade de clock. Ele também é montado como microcontrolador com várias configurações e memórias RAM e EPROM internas.

Z80

OUTRAS REFERÊNCIAS DE DISPOSITIVOS

  • D780C (NEC)

DESCRIÇÃO DA PINAGEM DE SAÍDA E SINAIS

 Pin # Signal (comumente ativo em alto)

      1       A11
      2       A12
      3       A13         {Address bus}
      4       A14
      5       A15
      6       CLK (clock, rising edge trig (sensível à borda negativa))
      7       D4
      8       D3
      9       D5          {Data bus}
     10       D6
     11       +5 VDC
     12       D2
     13       D7
     14       D0
     15       D1
     16       INT (Interupt Request)
     17       NMI (Non-maskable Interupt Request)
     18       HALT (Active low)
     19       MREQ (Memory Request, active low)
     20       IORQ (I/O Request, active low)
     21       RD  (Read, active low)
     22       WR  (Write, active low)
     23       BUSAK (Bus Request Acknowloegmnet, active low)
     24       WAIT
     25       BUSRQ (Bus Request)
     26       RESET
     27       MI (Maskable interupt, active low).
     28       REFSH (Refresh timing, active low)
     29       GND
     30       A0
     31       A1
     32       A2
     33       A3
     34       A4
     35       A5
     36       A6
     37       A7
     38       A8
     39       A9
     40       A10

ESPECIFICAÇÕES DO DISPOSITIVO

Velocidade Máx. Clock: Z80 – 2.5MHz, Z80A – 4MHz
Energia Requerida: Z80 – 5V@60mA, Z80A – 5V@90mA
Temperatura de Operação: 0 – 70 deg C.
Tempo Min. de Instrução: 1uS (@4MHz)
Tempo Max. de Instrução: 5.75uS (@4MHz)
Número de instruções: 158 (78 instruções do subset do 8088)
Registradores Internos: 14
Pilha: RAM


Resumindo:

Com essas informações já posso começar os testes de comunicação com o microprocessador e ver o que vai aconteçer, acho que agora a brincadeira começa a ficar interessante.

[]´s

MsxRevival

Fonte de apoio: Robert Wenzlaff, rwenzlaff@delphi.com

Projeto BR-X (Construa seu MSX) – Parte 4


Olá Galera;

Dando continuidade ao projeto, nos posts anteriores fiz algumas referências sobre o Z80A e algumas considerações sobre a história de como surgiu o Z80 entre outras.

O fato é que para que possamos construir um micro baseado no padrão MSX e a partir daí ampliar seus recursos será uma tarefa ardua e penosa, principalmente para os apaixonados de plantão assim como eu, e acredito que muitos de vocês que acompanham o blog.

Creio que no meio disso irão surgir muitos erros e acertos, mas o fato principal de tudo isso é aprender, e como aprender é sempre importante, mesmo com nossos erros, decidimos dar continuidade a essa “loucura” que é brincar de construir um clone do MSX a um custo baixo.

Alguém deve se perguntar, o porquê recriar um MSX, um equipamento fora de linha, obsoleto na visão de muita gente, vou responder a isso na maior simplicidade possível ==> “PAIXÃO”, e a possibilidade de se ter todo o conhecimento do equipamento num campo global, isso possibilitaria, não só um aprendizado de eletrônica e seus componentes, como também nos possibilitaria de incorporar novas tecnologias.

A meta principal de nosso projeto é construir uma CPU baseada no Z80A, que é o coração de nosso MSX, vou optar pelo Z80A diretamente para não perder tempo em construção de um chip emulado ou coisa parecida, vou perder esse tempo lá na frente, e depois que dominarmos a situação retornar e ver o que fazer com o processador.

MSX Canon V20

Caso alguém se interesse em nos ajudar, aceitamos todas as sugestões e críticas que sejam construtivas para que o projeto possa avançar de um modo satisfatório, tendo em vista que isso é uma iniciativa pessoal e não comercial, com o intuito de dar um seguimento a um equipamento que acredito que possa ainda avançar muito em termos tecnologicos, e ainda tem muita lenha a queimar, mesmo nos dias de hoje.

Até +

MsxRevival