A história do computador pessoal no Brasil – Por Marcelo Nascimento


Olá pessoal;

Já a algum tempo tinha vontade de escrever algum material que falasse da história dos computadores pessoais ou domésticos, pelo ponto de vista do Brasil. Algo que poucos conviveram e eu tive a oportunidade de viver próximo desse processo evolutivo. Com certeza, a abordagem utilizada aqui estará recheada de puro saudosismo. Aqueles que passaram pelos anos 80 vão se identificar bastante com minhas palavras.
Cenário Brasileiro
Inicialmente e o mais importante, vamos falar um pouco do cenário político e econômico do Brasil. Na década de 80 o Brasil estava deixando de ser um país de regime militar, com o fim da ditadura. Tudo que tínhamos de produção tecnológica tinha uma defasagem temporal de até 5 anos e em alguns casos, até mais que isso. Para quem vive os tempos de hoje deve achar isso um absurdo, mas é a pura verdade. Se um produto era lançado no mercado Americano ou Europeu, se tivéssemos sorte, somente cinco anos depois teríamos seu lançamento em terras brasilis.
As Montadoras de veículos no Brasil eram apenas quatro: Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet. Existiam outras, mas eram de participação irrisória. Não preciso nem comentar que nossos veículos eram pura carroça.
Telefone era muito caro e algo para poucos. Só para ter uma idéia trocava-se telefone por carros e por casas. Quem tinha muitas linhas telefônicas eram pessoas com muita boa situação. Comprava-se linhas como se compra imóveis para investimento. Nem pensem em internet, ela nem tinha nascido ainda, ao menos ao público em geral. Celular também não existia.
Devido ao Regime Ditatorial implantado na década de 60, percebia-se uma baixa-estima nos brasileiros, além de sentimentos reprimidos que foram habilmente manifestados pelas artes. Quero ressaltar a música e a literatura. Foi o surgimento do rock nacional, um momento ímpar na nossa música .
Dentro desse cenário altamente resumido abordarei o início da informática no Brasil no que se refere a computadores pessoais e domésticos. Não falaremos do que acontecia nas empresas.
Evolução do Microprocessador
O que possibilitou a existência de computadores pessoais e domésticos foi o surgimentos dos microprocessadores. Pequenas pastilhas de silício que aglomerava pequenos circuitos eletrônicos que concentrava conjunto de transistores, registros, flip-flops, contadores de anel, que gerenciavam e interpretavam comandos externos. Um dos mais famosos foi o 8080. Mas na minha opnião, o microprocessador que fez a diferença foi o Zilog 80 ou Z-80 como era conhecido. De baixo custo e de pequeno tamanho foi responsável pela popularização dos computadores domésticos.
 Através de criancinhas como essa acima foi possível o surgimento de equipamentos menores capazes de processar informações. Apareceram assim os microcomputadores pessoais, consoles de jogos e equipamentos domésticos que hoje utilizamos (celulares, telefones sem fio, miroondas, etc) e nem imaginamos que permite gerenciar e controlar as funções desses aparelhos.
Nos Estados Unidos, no final dos anos 70 dois jovens:  Steve Wozniak e Steve Jobs, criaram um dos primeiro microcomputadores que se transformaria em uma das marcas mais fortes no mercado tecnológico, a Apple. Inicialmente desenvolveram uma placa com microprocessador que poderia conectar teclado e um terminal e você teria em casa um microcomputador. Segundo conta-se foram feitas poucos desses brinquedinhos, mas o suficiente para conseguir recursos para o lançamento do Apple II.



A foto abaixo é de um Apple Laser II, lançado nos anos 80. 


Steve Jobs e Steve Wozniak



Nos anos 80 a IBM lança o Personal Computer (PC), computador que é o tataravô dos PCs e Notebooks conhecidos hoje.



     O PC atendia a necessidade corporativa e esse era o foco. A história do PC vale a pena comentá-la em outra postagem.

E no Brasil?
Bom! Lembram que falei que em terras brasilis tínhamos uma defasagem de 5 anos ou mais? Pois é, as coisas só aconteciam aqui quando estavam totalmente defasadas nos países de primeiro mundo. Era comum dizer que o nosso país era um celeiro … de carcaças !!! Algo que só conseguimos recuperar com a década de 90, com a abertura de mercado feita pelo ex-presidente Fernando Collor. Me lembro de um amigo que foi morar nos Estados Unidos na década de 80 e voltou no fim dos anos 90 e se assustou com o nosso país. Falou assim para mim: “Sai quando o nosso País estava na idade da pedra e o vejo agora evoluído tecnologicamente, acompanhando outros que visitei.”
Só para terem uma idéia melhor, os primeiros computadores domésticos, abordados abaixo, eram vendidos em poucas lojas de magazine ou departamento e me lembro de “desejar” esses brinquedinhos. Muitos me perguntaram: “O que é isso?”, respondo: “Um microcomputador.” e aí vinha a pérola: “E para que serve?”. Nessa época a palavra computador era usada mas poucos tinha a experiência de sua aplicabilidade. Tentar explicá-lo que podíamos editar textos ouvia-se “Não é melhor então uma máquina de escrever?” ou dizer que podia fazer cálculos respondiam “Ah!! Então é uma calculadora”. Infelizmente era assim. Mas esses micros foram vencendo a barreira domiciliar através de jogos. Foi assim, através dos jogos de computadores, que a Geração X, atravessou barreiras e desenvolveu o potencial computacional.
Por isso, abordarei inicialmente como tudo começou no Brasil. Através dos consoles de games que se misturavam com o surgimento dos computadores.
Os Videogames da Época

A primeira coisa que parecia um console de videogame foram os brinquedinhos da Philco chamado de telejogos. Ligava-se na televisão e através de um potenciometro controlava-se uma barrinha lateral, para cima e para baixo, para acertar a bolinha na tela. Os telejogos iniciaram sua venda no Brasil no entre os anos 70 e 80, não sei precisar a época exata.

Telejogo

Fora dos ambientes domésticos, existiam as máquinas de fliperama em pequenos salas de jogos. Mas não eram acessíveis a menores de dezoito anos, apenas acompanhado dos pais. Estávamos no regime militar e se cantava o hino antes de entrar na sala de aula de colégios públicos.


O primeiro console de vídeogame  para ambiente doméstico lançado no Brasil foi o Odyssey. Vejam o mais interessante, ele possuía um teclado no console, pouco utilizado, mas percebe-se o quanto a computação estava vinculada aos jogos.
 Logo após o lançamento do Odyssey no Brasil, quase no mesmo ano, foi lançado aquele que viria a ser a unanimidade em consoles domésticos, Atari. Com uma variedade de jogos estrondosos os cartuchos da Atari eram trocados, emprestados e comercializados pelo público infanto-juvenil da época.
Logo após o Atari surgiram outros fabricantes como CCE, com o mesmo sistema, que se podia usar os mesmos cartuchos. Sua popularidade não tinha fim no Brasil.
Os Computadores Domésticos

Conhecendo o contexto da época, agora podemos falar dos microcomputadores da época. Como minha família não tinha posses para adquirir os microcomputadores novos, consegui-os de terceira mão, nem era de segunda. Mas foi assim que pouco a pouco pude obter vários modelos diferentes o poder contar um pouquinho de cada.

Antes de prosseguirmos é importante ressaltar que para esses gadgets  não possuía Hard Disk – HD, nem disquete, nem entrada USB, nada disso ainda se quer existia, pelo menos para esses brinquedinhos. Os programas eram gravados em fita K7. Isso mesmo, as mesmas fitas de músicas que eram vendidas. A gravação era sequencial e um programa de 48 Kb (Pasmem!!! Isso mesmo!!!)  poderia levar mais de dez minutos para ser carregado, fato muito comum diga de passagem. Mas vamos apresentar os primórdios que eram comuns por aqui:

A Prológica foi uma das primeiras a estar no mercado nacional com bastante presença com vários modelos de microcomputadores. Ela possuía modelos simples até modelos profissionais. O CP-300 era considerado a versão simplista do CP-500, já que eram compatíveis e o CP-300 era estrito ao mercado doméstico. O computador era da linha TRS-80, processador Z-80, clock 2 MHz e 64 Kb de memória. Possuía sistema operacional próprio (quase todos eram assim antigamente) de linguagem própria, baseado no BASIC.

Ligava-se à televisão através de cabo RF, canal 2 ou 3, se não me engano. Infelizmente as aplicações para fins domésticos eram poucas, mas foi o primeiro brinquedinho do tipo que tive contato.

A Prologica também lançou o CP-400, colorido, muito bom, mas infelizmente pouco explorado.

Vamos agora explorar a linha Sinclair. Na minha opinião o TK-85, TK-90X (ZX Spectrum) e TK-95 foram brinquedos de respeito. Simples, funcional e bem explorado pela galera que curtia, principalmente pelos jogos.
Microdigital Eletrônica Ltda fabricante do  TK-85, TK-90X, TK-95 e também do TK-2000, teve uma boa venda dentro do mercado doméstico. O TK-85 já possuía processador ZX-81, clock de 3,25 MHz e 48 Kb  de memória. 



O sistema operacional era próprio e a linguagem de programação era Assembly e Basic. As teclas eram de borracha e tinha uma característica interessante para quem programava. Cada tecla representava um comando. Assim se você quer escrever o comando GOTO apertava a letra “G”, comando IF a letra “I”. 

Os programas eram gravados em fitas K-7, como disse anteriormente e ligava-se a TV através do cabo de antena (RF). 


O TK-85 não possuía material gráfico. O máximo que se conseguia era dentro de cada caractere, de 8 x 8 ter combinações de preenchimento 4 x 4. Além disso ele tinha 24 linhas por 32 colunas. Mas a criatividade mandava e se conseguia mesmo assim aplicativos interessantes.

Foi com esse brinquedinho com treze anos de idade comecei a fazer os primeiros programas de computador em Basic.


O TK-90X foi lançado após o TK-2000 (que falarei a seguir) e sem dúvida alguma foi um dos Gadgets de melhor qualidade gráfica, quantidade de jogos e programas, e de outras facilidades, além de vários fãs,  superado apenas  no futuro pelo msx.

O TK-90X era fantástico e valia esperar 10 minutos para carregas os seus jogos.


Para a época, essa coisinha com teclas de borrachas, era revolucionário. 

Lembro de vários grupos de TK ‘s, que sempre ficavam regulando o azimut dos gravadores para achar a freqüência ideal para carregar os jogos e esperar vários minutos para carregá-los. Guardávamos mais de 20 fitas que cabiam mais de 200 jogos. 

O TK-90X era a versão brasileira do ZX-Spectrum, micro que ficou muito popular na Inglaterra, com processador Z-80A, 3,58 MHz e 48 Kb de memória.

Vejam os gráficos acima, e imaginem a ginástica que era desenvolver jogos com pouco espaço de memória. Só para terem idéia um ofício do Word, de uma página e 190 palavras já lotaria a memória do TK-90X. Por isso eu torno a dizer que ele era simplesmente fenomenal.

Sua deficiência era no que tangia a Banco de Dados. O máximo que conseguia eram criar tabelas com dimensões fixas gerenciadas como matrizes.

A linguagem de programação era o Assembly e o Basic e seguia o mesmo formato de programar e escrever do TK-85.

Era possível encontrar vários acessórios, como impressora e até uma caneta óptica.

Quem teve o TK-90X, a de concordar com minhas palavras – fenomenal.


O TK-95 era praticamente o mesmo TK-90X encapsulado em um teclado semi-profissional.


O TK-2000 já era um computador de design robusto,  mas pouco explorado no Brasil.



O TK-2000 era na verdade o Aplle II, embora havia algumas incompatibilidades. Com processador de clock de 1,2 MHz não era muito rápido, mas possuía memória de 64 Kb. Também ligava-se na televisão através de cabo RF. 

Desde o aparecimento da Apple, o Apple II e o Apple Laser foram excelentes máquinas. Vários programas e periféricos. Deixarei para falar melhor no próximo item.




Agora começamos a nos aproximar de um nível de profissionalismo maior dentro dos microcomputadores. O Apple II possuía 4 MHz, 128 KB de memória, com várias possibilidades de telas de texto e gráficos: texto: 40×24 ou 80×24 linhas; gráficos: 40×48 (16 cores) / 80×48 (16 cores) / 280×192 (6 cores) / 140×192 (16 cores) / 560×192 (monocromático), com várias possibilidades de expansão e assessórios.

A possibilidade de conectar Drivers de Disquete aumentou sensivelmente a capacidade dos computadores domésticos. Além de não termos que esperar vários minutos e sim segundos para carregar sistemas e dados.

Os leitores de disquetes liam apenas um lado do disco. Picotava-se o outro lado e assim podíamos usar a outra face do disco.

Surgem nessa época aplicações não compiladas ou interpretadoras para gerenciamento de bases de dados como o Dbase, além de outros sistemas operacionais que podiam ser carregados e programas gerenciadores de arquivos. Editores de texto mais adequados e até planilhas eletrônicas.

O Apple II tinha todo o estilo profissional e corporativo mas era um equipamento que também podia ser utilizado em ambientes domésticos.



Está aí um computador que impôs respeito. O MSX veio com uma arquitetura fabulosa, desenvolvida pela ASC Corporation com apoio da Microsoft, com sistema operacional embutido e próprio, possuía 3 processadores sendo um exclusivo para imagem e outro para som que eram gerenciados por um Z-80. Com essas características o MSX era uma verdadeira estação de jogos, extremamente poderoso.


O processador tinha a performance de 3,58 MHz e memória de 512 KB, um salto diante nos equipamentos e modelos apresentados até aqui. 


A tecnologia recebeu muitos fãs da linha ZX-Spectrum (TK-90X) e várias produtoras de jogos passaram a desenvolver para o MSX.


O primeiro a ser lançado no Brasil foi o MSX Expert da Gradiente. O Expert, como era chamado, fugia do desenho dos MSX mundiais e tinha a opção de vir com o drive de disco. O teclado era separado da CPU algo que foi tendência nos PCs. 



Outra versão do MSX foi o Hotbit da Sharp. A compatibilidade de software entre os equipamentos MSX era praticamente total.

O MSX tinha um controle de componentes visuais único. O programador podia criar objetos visuais com animações próprias além de dar as movimentações que se quisesse na tela, e devolvia ao programador eventos que informavam quando havia choques e sobreposições desses objetos. Era muito fácil desenvolver jogos sobre essa arquitetura.

Quanto ao som, programava-se sobre canais independentes e assim, além de rápido por ser gerenciado por um processador independente, a sonorização era suave e perfeita.

Com essas características o MSX se tornou uma pura estação de jogos ou videogame de luxo.

O AMIGA foi um computador muito interessante no final dos anos 80. Infelizmente pouco vendido no Brasil o AMIGA.

O AMIGA era uma estação gráfica de altíssimo respeito. Tinha um valor considerável de mercado e particularidades para vários anos a frente. Diria que o AMIGA e Macintosh eram muito parecidos e reproduziam o que seria o futuro da informática.

Se vocês olharem a foto perceberão o aparecimento do Mouse (mesmo para o Macintosh). Isso mesmo. Eles foram os primeiros computadores a adotarem o ratinho. Isso se deve ao Sistema Operacional do AMIGA ser totalmente gráfico. Algo totalmente inusitado para a época. Mesmo máquinas como o PC-XT e 286 só depois de  muito tempo com o Windows 3.1 o mouse começou a ser um acessório necessário.

O sistema operacional do AMIGA tinha um sistema de janelas sobre uma interface gráfica genial, muito parecido com o MAC OS da época, depois seguido (ou copiada) nos sistemas operacionais de hoje.

Finalmente
Abordei apenas os microcomputadores domésticos que foram mais vistos no Brasil. Deixei de lado os que tinham cunho puramente profissional.
Até mais
[]´s
Dex

Programando em C no MSX


Olá pessoal, um artigo que achei interessante e quero reproduzir aqui pra vocês é do Giovanni Nunes sobre programar em C no MSX, realmente vale a pena a leitura.

É possível programar em C no MSX? Claro que sim, no MSX Archive é até possível baixar tanto o Hitech-C quanto o MSX-C. Este último foi desenvolvido pela japonesa ASCII e “tecnicamente” é o C oficial do MSX — se você ficou interessado o Javier Lavandeira tem uma uma série intitulada relearning MSX em seu blog onde ele resolveu um fazer guia passo a passo sobre desenvolvimento para MSX partindo bem do princípio e tratando deste compilador.

Porém, se preferir algo mais “moderno” há o Small Device C Compiler, ou simplesmente SDCC, que é um compilador padrão ANSI C que suporta uma série de microcontroladores e microprocessadores de “pequeno porte” e entre eles o Z80. E seguindo uma sugestão feita pelo Rogério Machado via grupo GDMSX do Google+ resolvi montar um passo a passo sobre como configurar este compilador para ser usado no MSX.

Antes de começar

Se preferir, prepare um ambiente separado, seja utilizando uma máquina virtual,contêiner, chroot etc. Vá lá que eu espero 🙂

Instalando o SDCC

Claro, a primeira coisa é instalar o SDCC e também algumas ferramentas que serão utilizadas para a geração dos programas, nas distribuições que usam apt-get faça:

$ sudo apt-get --yes install make sdcc wget

As dependências serão resolvidas pelo apt-get portanto é só aguardar o download e a instalação terminarem.

Adicionando suporte ao MSX

O SDCC tem um suporte para geração de código para o processadores Z80 mas para que ele produza executáveis específicos para o hardware do MSX é necessário “ensiná-lo” corretamente sobre como fazê-lo. Isto significa basicamente que você precisará baixar e compilar os arquivos preparados pelo Avelino Herreras Morales na pagina dele. Mas se preferir eu preparei este script para fazer a tarefa:

#!/bin/bash
# configure MSX support in SDCC

function Create_Directories() {

    OLDPWD=$( pwd )

    for DIR in ${SDCC_INC_DIR}; do
        if [ ! -d ${DIR} ]; then
            echo -n "Creating directory ./${DIR}..."
            mkdir ${DIR}
            Return_Status ${?}
       fi
    done

    cd ${OLDPWD}
}

function Compile_Libraries() {

    ASM=$( which sdasz80 )
    CC=$( which sdcc )
    OLDPWD=$( pwd )

    cd ${DESTINATION_PATH}

    for S in $( ls *.s ); do
        echo "Assembling ${S}..."
        ${ASM} -o ${S}
        #Return_Status ${?}
    done

    for C in $( ls *.c | sed 's/\.c//g' ); do
        echo "Compiling ${C}.c...."
        ${CC} -mz80 -o ${C}.rel ${C}.c
        #Return_Status ${?}
    done

    cd ${OLDPWD}
}

function Download_Files() {

    OLDPWD=$( pwd )

    if [ -d ${DESTINATION_PATH} ]; then
        cd ${DESTINATION_PATH}
        for FILE in ${FILELIST}; do
            echo -n "Downloading ${FILE}... "
            echo $( HTTP_Download ${REPOSITORY} ${FILE} 2>/dev/null )
        done
    else
        echo "---FAIL--- DESTINATION_PATH not found!"
        exit 2
    fi
    cd ${OLDPWD}
}

function HTTP_Download() {

    FETCH=$( basename $( which curl || which wget || which lynx ) )
    URL=${1}
    FILE=${2}

    case ${FETCH} in
        curl)
            curl -L -o ${FILE} ${URL}/${FILE} -C -
            ;;
        lynx)
            lynx -source ${URL}/${FILE} >${FILE}
            ;;
        wget)
            wget -c ${URL}/${FILE}
            ;;
        *)
        echo "---FAIL--- I can't download files! :("
        exit 1
    esac

    echo "OK"
}

function Return_Status() {

    STATUS=${1}

    if [ ${STATUS} -eq 0 ]; then
        echo ${OKEY}
    else
        echo ${FAIL}
    fi
}

OKEY="OK"
FAIL="FAIL"
DESTINATION_PATH='msx'
DIRECTORIES=${DESTINATION_PATH}
REPOSITORY="http://msx.atlantes.org/sdcc_msx"
FILELIST="crt0msx_msxdos.s crt0msx_msxdos_advanced.s
types.h putchar.s getchar.s dos.s dos.h dos2.s dos2.h 
interrupt.s interrupt.h ioport.s ioport.h conio.c conio.h 
heap.c heap.h keyboard.s keyboard.h vdp.s vdp.h mem.c mem.h"

Create_Directories

Download_Files ${DESTINATION_PATH}

Compile_Libraries

Compile_Libraries

exit 0

Crie um diretório, mova o script para lá e o execute. Ele se encarregará de  baixar todos os arquivos necessários e compilá-los:

$ mkdir -p ~/Projetos/msx
$ cd ~/Projetos$ 
$ ./sdcc_enable_msx_support ./msx
Downloading crt0msx_msxdos.s... OK
Downloading crt0msx_msxdos_advanced.s... OK
Downloading types.h... OK
...
Assembling keyboard.s...
Assembling putchar.s...
Assembling vdp.s...
Compiling conio.c....
Compiling heap.c....
Compiling mem.c....

Não se preocupe com as mensagens de aviso — os ?ASlink-Warning… — é normal.

No final da execução ele terá criado um diretório específico, o “./msx” contendo os arquivos baixados, compilados e também os cabeçalhos para serem usados no compilador C.

SDCC_msx_files

Ah sim, male a pena uma leitura na página do Avelino para entender as diferenças entre o crt0msx_msxdos e o crt0msx_msxdos_advanced.

Convertendo o IHX para binário

Os programas compilados pelo SDCC são gerados em Intel HEX — 😀 Yey! 😀 — e precisam ser convertidos em binário para rodar no MSX. Você pode baixar e utilizar o hex2bin mas acabei montando um conversor bem xexelento em Python para cuidar desta tarefa.

Daí será necessário também instalar:

$ sudo apt-get install python python-pip
$ pip install bincopy

Para executar estas mal traçadas linhas:

#!/usr/bin/env python2
import bincopy
import sys
def main(argv):
inputfile = argv[0]
f = bincopy.File()
with open(inputfile, r) as fin:
f.add_ihex(fin)
print f.as_binary()
if __name__ == __main__:
main(sys.argv[1:])
view raw hexbin.py hosted with ❤ by GitHub

Como ele foi feito para ser integrado ao Makefile, não sofistiquei muito mas contribuições são sempre bem vindas. 🙂

Montando um Makefile

Mas por que? Porque, como já disse em outra oportunidade, é muito chato ficar tendo de lembar a toda hora a sintaxe e os parâmetros do compilador:

CAT=cat
CC=sdcc
ECHO=echo
EMULATOR=openmsx
HEXBIN=../bin/hexbin.py
MKDISK=
RM=rm
INFILE=hello.c
OUTFILE=hello
INCLUDE=-I../msx
PARAMS=-mz80 –no-std-crt0 –data-loc 0
NORMAL=–code-loc 0x107 ../msx/crt0msx_msxdos.rel
ADVANCED=–code-loc 0x178 ../msx/crt0msx_msxdos_advanced.rel
RELOCATE=../msx/putchar.rel ../msx/getchar.rel ../msx/dos.rel ../msx/conio.rel
.PHONY: normal advanced clean superclean
default:
make advanced
normal:
${CC} ${INCLUDE} ${PARAMS} ${NORMAL} ${RELOCATE} ${INFILE}
${HEXBIN} ${OUTFILE}.ihx >${OUTFILE}.com
advanced:
${CC} ${INCLUDE} ${PARAMS} ${ADVANCED} ${RELOCATE} ${INFILE}
${HEXBIN} ${OUTFILE}.ihx >${OUTFILE}.com
clean:
${RM} ${OUTFILE}.com ${OUTFILE}.ihx
superclean:
${RM} -f ${OUTFILE}.asm ${OUTFILE.com ${OUTFILE}.ihx ${OUTFILE}.lk ${OUTFILE}.lst ${OUTFILE}.map ${OUTFILE}.noi ${OUTFILE}.rel ${OUTFILE}.sym
view raw Makefile hosted with ❤ by GitHub

Ele está está pronto para compilar programas em C e retornar um “.com”, por padrão ele utiliza o crt0msx_msxdos_advanced mas você pode usar “make normal” ou trocar para que este seja o padrão.

Fazendo um teste

E claro é preciso testar se está tudo certo com o compilador:

#include "conio.h"
#include "dos.h"

void main(void) {
    puts("Hello, world :-)\r\n");
    exit(0);
}

Este é o mesmo programa de testes da página do Avelino e para compilar use simplesmente make:

SDCC_make

Daí é transferir o arquivo para um disquete ou imagem de disco com MSX-DOS e rodar, mais ou menos isto aqui para as imagens de disco:

$ sudo mount msxdos.dsk /mnt -t msdos -o rw,loop
$ sudo cp hello.com /mnt/hello.com && sync
$ sudo umount /mnt

Para o caso do disquetes remova o “,loop” e substitua o “msxdos.dsk” pelo dispositivo que corresponde a unidade de disquetes.

Aliás estes procedimentos podem ser acrescentados ao Makefile fazendo-o gerar uma imagem de disco, acrescentando o(s) arquivo(s) e executando o emulador, mas isto fica como exercício. 🙂

E para terminar

Na página do Avelino há outros exemplos de código e bibliotecas, além dos arquivos para suporte a geração de imagens de cartucho (ROM) diretamente pelo SDCC. Outra fonte interessante é na página do Nestor Soriano (o Konamiman) com uma biblioteca alternativa para as funções básicas de console, suporte para as pilhas TCP/IP que ele desenvolveu entre outras coisas. E como o SDCC usa é compatível com o padrão ANSI-C, há uma grande quantidade de códigos em C que pode ser compilado com pouca/nenhuma modificação para o MSX!

 

O link original do artigo vocês podem encontrar em;

https://giovannireisnunes.wordpress.com/2016/03/11/usando-o-sdcc-no-msx/

 

Por enquanto é isso pessoal

[]´s

Dex