Expansor de Slots para MSX – Parte 1


Olá Pessoal;

Outro projeto que chama a atenção é a possibilidade de se realizar a expansão de slots, pois normalmente temos apenas dois encaixes.

Isso normalmente causa um desconforto para aqueles que desejam ligar outros dispositivos ao micro, pensando nessa possibilidade estarei iniciando aqui um projeto que visa construir esse expansor.

Continua…

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Adaptador de teclado PS2 para MSX – Parte 12


Olá pessoal;

Chegamos a etapa crucial de nosso projeto, agora vamos iniciar as ligações de nosso circuito para que o mesmo possa funcionar adequadamente com o teclado PS2 no MSX.

O que vou demonstrar aqui nesse primeiro momento é como capturar o scancode do teclado do PC-PS2 utilizando o microcontrolador PIC 16f628a e enviando isso para o nosso LCD 16 x 2.

O primeiro passo de todo o projeto é entender como são ligados os pinos do teclado no conector PS2, como demonstro logo abaixo na figura;

Tendo em mente a descrição de todos os pinos, precisamos é lógico realizar a ligação do conector de teclado Ps2 ao PIC.

Em um primeiro momento, isso pareçe uma tarefa relativamente simples, mas antes de realizar essa tarefa vamos precisar saber algumas informações sobre o funcionamento do protocolo Ps2.

Dando uma lida a respeito do protocolo, percebemos  a necessidade de adicionar em sua linha de dados (KBD_DATA) e clock (KBD_CLOCK) resistores de pull-up, isso se justifica devido ao fato de alguns teclados possuirem essas linhas em coletor aberto.

Devido essa especificação, teremos o seguinte circuito;

Como é possivel perceber nesse esquema temos os resistores de pull-ups ligados aos Pinos do PIC e também ligados aos 5V.

Resistores pull-up são resistores usados nos projeto de circuitos lógicos eletrônicos para garantir que entradas para sistemas lógicos se ajustem em níveis lógicos esperados se dispositivos externos são desconectados. Eles também podem ser usados na interface entre dois diferentes tipos de dispositivos lógicos, possivelmente operando em tensões diferentes.

A idéia de um resistor pull-up é que ele fracamente “puxe(pulls)” a tensão do condutor que ele está conectado para 5V (ou qualquer tensão que represente o nível lógico “alto”). Contudo, o resistor é intencionalmente fraco(alta-resistência) o suficiente que, se qualquer outra coisa que puxe fortemente a tensão do condutor para 0V, a tensão irá para 0V. Um exemplo de algo que fortemente puxaria a tensão para 0V seria o transistor em uma saída de coletor aberto que é o caso de alguns teclados PS2.

Em tempo, gostaria de salientar que esse tipo de conexão aplicada entre o PIC e o PS2, pode ser aplicada não somente para utilização do teclado como também a utilização de mouse, pois seguem o mesmo conceito de ligação. Além disso, você pode tranquilamente utilizar dessa ligação para quaisquer outros tipos de projetos que deseje desenvolver envolvendo conexões PS2, utilizando-se de quaisquer tipo de microcontroladores, processadores e etc.

PROTOCOLO PS2

Na figura acima podemos ter uma idéia de como isso aconteçe, o pino 1 e o pino 5 do PS2 são os responsáveis pelo tráfego desses sinais.

Abaixo da figura você pode notar a letra “P =” que é a letra que utilizo para demonstrar o protocolo que é do tamanho de 11 bits, que representam;

(1) bit inicial (“0”); (2) 8 bits de dados (primeiro LSB), (3) bit de paridade (paridade “ímpar”); (4) stop bit (” 1 “)

O protocolo PS2 para teclado e mouse são sincronos e bidirecionais, ou seja, as informações trafegam de ambos os lados, e o estado “idle” para se iniciar as transmissão somente ocorre quando ambas as linhas estejam em alta (coletor aberto);

DADO EM ALTA E CLOCK EM ALTA    =>  INATIVO;

DADO EM ALTA E CLOCK EM BAIXA  => INIBIR COMUNICAÇÃO;

DADO EM BAIXA E CLOCK EM BAIXA =>PEDIDO DE ENVIO FEITO PELO ANFITRIÃO.

Em resumo, essas são apenas  algumas das informações iniciais que devemos saber para que possamos fazer com que o nosso microcontrolador possa trabalhar corretamente com o protocolo PS2.

O resultado obtido na figura pode ser obtido utilizando-se de um osciloscópio, dessa forma você poderá confirmar a forma de onda gerada no processo.

Na figura acima utilizamos 2 canais de nosso osciloscópio afim de conseguir interpretar o pressionamento da tecla “Q” (15h).

Observamos que o canal representa o sinal de clock e o canal é o sinal da dados.

Quando falamos em estado “idle” estamos querendo dar referência a um estado de repouso ou inatividade, naquele momento.

PS/2 – TEORIA DE SAÍDA

Esta seção vai procurar analisar os dados que saem do teclado PS / 2 para que possamos saber o que esperar ou capturar no PIC.

Como os computadores não têm idéia do que são as teclas A, B ou C cabe a nós codificar cada chave em um número binário. Estes números codificados são chamados de códigos de verificação, e se você der uma olhada nas duas fotos acima você pode ver que todas as teclas de um teclado tem um código de verificação, e algumas teclas especiais até ter um código de dupla ou mais de digitalização. No entanto, as letras e os números principais são todos de 8 bits. Esses códigos de verificação são chamados de scancodes.

Para um exemplo simples de como o teclado se comunica, a qualquer momento que for detectado um pressionamento de tecla, ele vai apresentar o scancode dessa chave. Quando a tecla é liberada, ele envia uma OxFO que é o código da chave de verificação.

Outra função do protocolo PS / 2 é que você pode enviar dados de volta para a teclado para dizer-lhe para fazer coisas como ligar o LED do CapsLock, ou apagar. Este processo utiliza praticamente o mesmo método para enviar dados, como vimos acima, para a recepção de dados, mas para simplificar, vamos nos concentrar exclusivamente em receber dados.

[]´s

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A História do MSX – Parte 5



SISTEMAS SEMELHANTES AO MSX.

Vários sistemas se assemelhavam ao MSX entre eles destaco o Spectravideo SV-328, mas este nunca foi totalmente compatível.

Foram convertidos inúmeros programas do MSX para o SV-328, que consistia basicamente realizar o download da BIOS do MSX.

Posteriormente a Spectravideo lançou o SV-728 que já era um MSX completo.

Outros equipamentos  também carregavam similaridades com relação ao MSX, entre eles o SEGA SG-1000, o MTX da Memotech e o Colecovision, apesar de terem inúmeras semelhanças, nenhum deles é realmente compatível com ele. Todavia a portabilidade entre esses sistemas era muito mais fácil.

Aproveitando a portabilidade, temos também inúmeras conversões de ZX-Spectrum que possuiam o mesmo processador.

O SPECTRAVIDEO 728 já era um MSX compatível

O MSX NO BRASIL

Sharp HotBit HB-8000;

Este equipamento, lançado em 1985, contava com o teclado integrado à CPU e tinha a versão do sistema 1.1 Br. Entre seus periféricos  estavam presentes o gravador de fita cassete (HB-2400), o drive de disquete (HB-3100) e o expansor de memória (HB-4200).

Contava com a linguagem de programação MSX Basic, e opcionalmente com os sistemas operacionais  MSX-DOS e CP/M.

O processador de som era da Yamaha (três vozes). O processador é o Zilog Z80, que contava com 8 bits de barramento, 16 bits de endereçamento e 3.57 MHz de velocidade de processamento. As portas disponíveis eram duas DB9 de entrada, para o joystick padrão Kempston (Usado no videogame Atari), e duas portas de expansão (slots) para acesso direto aos periféricos.

O modelo original era branco e cinza. Mas em 1987 foi lançado um modelo da cor preta com o sistema 1.2 Br e como periférico o gravador de fita cassete.  Essa versão segundo muitos apaixonados pelo MSX foi previamente preparada para se tornar um MSX 2.0, reforçado por alguns indicios na própria CPU, embora isso tenha sido negado por algumas pessoas de dentro da própria Sharp na época.

HOTBIT HB 8000

Expert Gradiente – XP 800;

Este equipamento, lançado em 1985, muito semelhante ao National CF-3000. Contava com o teclado independente. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor mono e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a muito popular.

Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).

EXPERT GRADIENTE – XP800

KITS DE TRANSFORMAÇÃO;

O Msx nas versões 2.0, 2+ e Turbo R, jamais foram fabricados no Brasil, todavia algumas empresas de eletrônica desenvolveram alguns kits de transformação que prometiam transformar os 1.0 em 2.0 ou 2+.

O MSX 2 contava com melhorias na arquitetura de vídeo, utilizando um novo processador de vídeo (V9938) desenvolvido em conjunto pela Microsoft, ASCII e Yamaha.

Sua memória de vídeo foi de 16 Kb para 128 Kb, a resolução passou de 256 x 192 para 512 x 424 no modo entrelaçado e ainda teve aumento de 16 para 256 cores em alta resolução, também teve ampliação dos comandos Basic, tornando-o um dos mais completos.

KIT DE TRANSFORMAÇÃO PARA MSX 2.0 DA DDX

MSX TURBO-R

A evolução dos micros MSX é uma das historias mais interessantes no ramo dos computadores. Ela conta o grande negócio que os japoneses fizeram adquirindo a tecnologia americana e utilizando a prática do Know-How.

Quando todos imaginavam que o MSX já tinha dado tudo o que podia, eis que ele atinge a maior idade, surgia o MSX Turbo R.

Sem sobra de dúvida o MSX foi o melhor computador de 8 bits desenvolvido no mundo, o que esperar do modelo de 16 bits ?

Fazendo um breve resumo de tudo o que aconteçeu com o MSX até esse momento da história, chegamos a seguinte linha do tempo;

  • Em junho de 1983 é lançado oficialmente o padrão MSX.
  • Em Janeiro de 1984 é lançado os MSX da SONY, SANYO, PANASONIC, JVC, YAMAHA, PIONNER, CANNON.
  • Em maio de 1984 é lançado o primeiro drive de 3 1/2 do mundo HBD-50. Uma tecnologia desenvolvida pela SONY.
  • Em dezembro de 1984 é lançado o MSX portátil da CASIO.
  • Em maio de 1985 a lançado o MSX2.
  • Em agosto de 1986 a empresa japonesa NEOS  lança dois cartuchos pare conversão dos MSX em MSX2.  É o Version UP Adapter.
  • Em julho de 1987 a Mitisubishi lança o MSX ML-TS2H, o primeiro MSX voltado para comunicação. Incorporava um modem a um telefone na parte superior do gabinete.
  • Em setembro de 1988 é lançado o MSX2+.
  • Em julho de 1989 é lançado a primeira interface para discos rígidos de 20 a 40 Mega bytes.
  • Em dezembro de 1989 é lançado um digitalizador de SCREEN 12/8 externo SONY e um Scanner de mão.
  • Em outubro de 1990 a lançado o MSX TURBO R, o primeiro MSX de 16 bits.

Os técnicos japoneses conseguiram acelerar o Z80 até o Maximo de 7.16 Mhz. Acima disso foi impossível.

Para ultrapassar este limite foi então desenvolvido um novo chip, o R800, que possui muita das funções do Z80. O R800 opera numa velocidade de 29 Mhz. Para o Z80 “conversar” com o R800 foi necessário utilizar S1990 Chip Suport System, responsável também pelas operações de slot, I/O e acesso a ROM.

Por falar em slot, é bom dizer que todas as conexões externas “BUS EXP” do micro estão em 8 bits para manter a compatibilidade com todos os periféricos.

O MSX TURBO R traz incorporada a tecnologia PCM (Pulse Code Modulation), a mesma técnica utilizada nos CD laser para digitalização de voz. O computador pode falar e escrever ou simplesmente mudar um menu após uma ordem falada pelo usuário. O timbre da voz é captada por um pequeno microfone incorporado no painel de luzes indicadores do micro.

Em 1991 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1GT, que trazia mais RAM (512 Kb, ao invés dos 256 Kb do ST), além de uma interface MIDI para conexão digital de instrumentos musicais, controlando até 32 canais de som simultâneos. O GT também trazia embutido em ROM um ambiente gráfico, o MSX-View. O View contém programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas integradas, gerenciador de arquivos, tudo sendo acionado por um mouse (o que hoje popularizou-se mais com o Windows dos PC’s).

Em 1993, para tristeza dos usuários, o MSX, depois de mais de 5 milhões de micros vendidos em todo o mundo, para de ser fabricado. A Panasonic alegou que o problema não era queda nas vendas, mas porque a empresa não tinha mais interesse em microcomputadores, investindo então no desenvolvimento do videogame 3DO.

Mas nesta época, já existiam vários grupos de usuários organizados que produziam software e hardware de qualidade para o MSX, e ainda incontáveis usuários espalhados pelos quatro cantos da terra. Na sua maioria estes usuários eram (e são) jovens estudantes que sabem explorar bem os recursos da máquina, e não é difícil conhecer entre eles engenheiros eletrônicos e exímios programadores. Alguns, inclusive, se encontram aqui no Brasil. Surgiram vários movimentos no mundo todo um deles de grande expressão foi o MSX Revival, que tinha o próprio Nishi como mentor.

MOVIMENTO MSX REVIVAL

No ano de 2001, Kazuhiko Nishi iniciou um movimento para tentar reviver o MSX (se é que algum dia ele tenha morrido) que foi chamado de MSX Revival, diz a lenda que nesse mesmo ano ele esteve em uma feira organizada por usuários e se encantou com o que viu, não imaginava que os usuários ainda cultuavam o MSX, e não só isso, desenvolviam hardware e software para ele.

Através do emulador chamado MSXPlayer ele tentou disseminar o uso do MSX novamente, esse emulador tem seus direitos autorais pertencentes a MSX Association.

Em 2004, uma empresa holandesa chamada Bazix anunciou a parceria de representação da MSX Association na Europa.

http://www.bazix.nl/

A Bazix iniciou suas atividades em julho de 2004, e sua tarefa era realizar o comércio dos produtos de MSX, e foi montado através de um conglomerado de parceiros, que pretendiam trazer o movimento MSX Revival para fora das fronteiras japonesas.

Desenvolveram a WOOMB.Net que comercializaria jogos retrôs para download, esses jogos seriam traduzidos para o inglês, coisa que nunca tinha sido feito para o MSX, tinham em média 14 jogos disponíveis na época. No Japão essas vendas iniciaram antes, através do projeto EGG ( http://www.amusement-center.com/en/project/egg/index.shtml ).

A grande jogada disso tudo foi o anuncio em Agosto de 2006 do One Chip MSX, que nada mais era em um chip Cyclone da Altera, utilizandoum conceito similar do projeto C-One, construido também a base de um unico chip em FPGA que simulava o COMMODORE-64.

As principais caracteristicas  do produto que era alojado em uma caixa feita de plástico azul transparente, e poderia ser usado com um monitor padrão (ou TV) e um teclado de PC.

Ele tem dois slots de cartuchos e suporta as extensões de áudio tais como MSX-MUSIC e SCC. Possui entrada para cartão SD, que podia ser usado como meio de armazenamento externo, ideal para emulação de unidade de disco.

Devido ao fato de utilizar hardware programável era possível ampliar os novos hardwares pela simples execução de um programa em MSX-DOS, e também possuia duas USB´s.

Por enquanto é só, até a próxima;

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MsxRevival

Próximos post da série;

A QUEDA DO ONE-CHIP;

NOVOS PROJETOS DE MSX;

MSX – UMA HISTÓRIA QUE NUNCA VAI ACABAR;