Adaptador de teclado PS2 para MSX – Parte 10


Olá Pessoal;

Complementando o que foi escrito no post anterior;

Para construirmos um adaptador de teclado PS2 para ser utilizado num MSX precisariamos ter em mente como o teclado padrão do próprio MSX opera, e nesse caso foi necessário abrir o mesmo e descobrimos um chip chamado 74ls145 conforme a figura abaixo;


O que faz esse chip exatamente ? Sabemos que ele é um contador binário BCD, ou melhor é um decodificador que possui em sua estrutura interna 8 inversores e 10 portas NAND com quatro entradas em cada porta.

Os inversores são colocados em pares para fazer a entrada BCD colocando os dados para a decodificação pelas portas NAND.

A seguinte pinagem é observada;

Pinos 12 a 15 são pinos de Entrada;

Pinos 01 a 07 e 09 a 11 são pinos de Saída;

Se você observar com muita atenção a figura acima, poderá entender a estrutura interna desse chip e ver como são feitas as ligações dos pinos de entrada e saída. Muito detalhado não ? 🙂

Sabemos que na saída das portas NAND teremos o sinal de entrada conforme a tabela abaixo;

Tabela de entradas e saídas, o espaço invalid não é utilizado pelo chip de BCD, a letra H significa nível alto (High) e a letra L nível baixo (Low).

De acordo com o manual técnico da Microsoft datado de 05/04/1.984 – release 3.1, a matriz de teclado funciona dessa maneira;

No desenho acima, você deve observar que é possível identificar a PPI 8255, o chip de teclado e como tudo ali aconteçe, desde o envio, como a recepção dos dados de teclado.  De Y0 a Y9 você pode observar o fluxo de envio e de X0 a X7 o fluxo inverso.

Com esse pequeno programa podemos identificar qual tecla esta sendo pressionada pelo teclado do MSX, e assim identifica-la de modo binário.

10 DEFINT A-Z:K=&HFBE5:CLS
20 FOR I=0 TO 10:PRINT RIGHT$(“0000000″+BIN$(PEEK(K+I)),8):NEXT
30 PRINT CHR$(11):GOTO 20

No caso específico do Expert a linha que se refere ao Ç tem o seguinte resultado;

0 1 1 1 1 1 1 1  = row(1) = representa o Ç no teclado do Expert ( Brasil ). Se você usar um emulador, e estiver utilizando um computador com teclado internacional, irá perceber que se pressionar a tecla [;:] do teclado irá mostrar o Ç.

Se você observar a tabela abaixo, poderá ver que a coordenada que passei acima do resultado binário, é exatamente a do [;:] do teclado do MSX padrão internacional.

Notem que o 0(zero) representa a tecla pressionada.

Para entender ainda mais, vou colocar aqui a matriz internacional, assim vai dar ao leitor a exata noção do que aconteçe.

Acima a tabela de chaves da matriz internacional do teclado do MSX.

A matriz do teclado do MSX é formada de 11 linhas de 8 bits cada, ou para um bom entendedor 11 x 8, observe acima isso que estou demonstrando, agora você não pode dizer que não entendeu ….não é ?

Estou fazendo questão de retornar aos assuntos do post anterior em alguns casos para que o leitor possa entender de um modo global todos os aconteçimentos em um único post.

Mas agora começamos a falar da PPI, que tal conhecermos um pouco dela, já que vamos ter que conversar com ela para que possamos tanto enviar como receber os dados do teclado.

Pode observar o quanto é maravilhosa essa máquina chamada MSX ? Que potencialidade nós temos em mãos ? E o que podemos tirar dela ainda ?

Vamos então demonstrar quais são as funções da PPI num modo global e focarmos na parte que nós interessa nesse post, que é o teclado.

Diagrama dos pinos da PPI 8255 da Intel que equipa o MSX.

Vamos relembrar um pouco dos posts anteriores, falando sobre a PPI.

A PPI possui 4 portas através da qual informa ao sistema o status atual da máquina, e é através dessas 4 portas que o Z80, lê o teclado, chaveia os bancos de memória disponíveis,liga e desliga o motor do gravador cassete,liga e desliga a lâmpada de caps lock e controla o click do teclado manipulando o PSG, ou seja, ele esta ligado a maioria das operações de entrada e saída de todo o sistema.

Vou fazer abaixo um breve resumo dessas portas;

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PORTA A = ENTRADAS E SAÍDAS (A8H)

Tem como principal função, demonstrar ao Z80 onde estão posicionados pelos mais diversos slots disponíveis no sistema os quatro bancos de 16k de memória que irão formar o máximo de 64kb de memória permitidos.  No caso dos micros MSX Nacionais, ao ser ligado ele irá apresentar a seguinte informação;

Gradiente Expert                 => 10100000B;

Sharp  HotBit / Epcom       => 11110000B;

Caso você tenha curiosidade de fazer esse teste para pegar esses valores, tem um pequeno programa em Basic que  você pode utilizar;

PRINT RIGHT$(“00000000″+BIN$(INP(&HA8)),8);”B”

Vale lembrar que operação com portas devem ser cercadas de cuidado, afim de evitar um crash no sistema.

Falarei em outra oportunidade com detalhamento dessa porta, por ora apenas esse pequeno resumo.

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PORTA B = ENTRADAS E SAÍDAS (A9H)

Essa porta é a responsável pela leitura de nosso teclado, que é feita inteiramente por software. É através dessa porta que podemos ler os 8 bits correspondentes às 8 colunas integrantes de uma linha especificada.

É a leitura através de software que considera o teclado do MSX como uma matriz de 11 linhas x 8 colunas, quero salientar que os micros nacionais no caso do HotBit utiliza apenas 9  e o Expert utiliza 10 linhas.

Tabela de matriz do teclado do MSX, demonstrando os registros C com os 4 bits menos significativos.

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PORTA C = ENTRADAS E SAÍDAS (AAH)

Essa porta é responsável por uma série de controles e funções, tais como selecionador das linhas do teclado, motor do K7, a luz do caps lock e até o click do teclado.

São representadas por um conjunto de 8 bits a saber;

BITS;

0 a 3 => Seleção das linhas do teclado;

4 => Liga e desliga o motor do cassete, zero liga o motor e um desliga;

5 => Envia os dados para o gravador cassete;

6 => Estado da lâmpada do caps lock, zero acende e um desliga;

7 => Ativa ou desativa o click do teclado, sendo zero e um respectivamente que é analisado e mixado pelo PSG que é o chip de som do MSX.

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PORTA DE MODO DE OPERAÇÃO (AAH)

Essa é a porta é a que indica a PPI qual será o seu modo de operação e deve ser usada com muita cautela sob pena de danificar o chip.

É através dela que informamos como as portas devem operar, se serão para escritas ou leituras, todavia o MSX trabalha em um padrão específico e sempre deve ser informado o modo de leitura para a porta B, e escrita para a porta C.

São representadas por um conjunto de 8 bits a saber;

BITS;

7 => Deve ser mantido em 1 para permitir alterações no modo de operação da PPI. Senão teremos acesso somente a Porta C.

6/5 => Determinam o modo de operação da Porta A e dos 4 bits superiores (4 a 7) da porta C. Valor normal é 00 e não deve ser mudado.

4      =>  Indica a direção da porta A; zero escrita(padrão MSX) e um para leitura;

3     =>  Indica a direção dos 4 bits mais altos (4 a 7) da porta C; zero escrita(padrão MSX) e um para leitura;

2    =>   Indica o modo de operação da porta B e dos 4 bits mais baixos da porta C (normal é zero);

1    =>   Indica a direção da porta B, zero para escrita e 1 para leitura (modo normal MSX);

0   =>   Indica a direção dos quatro bits mais baixos (0 a 3) da porta C, zero para escrita(padrão) e 1 para leitura.

Você deve estar se perguntando, nossa, então posso ter controle total sobre todos os processos envolvidos no MSX ? Sim, você pode ter controle total de tudo o que aconteçe nele, e para exemplificar isso um pouco mais vou colocar um exemplo em Basic que todos possam testar;

Teste realizado em um HotBit Sharp;

Acender a lâmpada de Caps Lock ;

OUT &HAB,&B00001100

Apaga a a lâmpada de Caps Lock;

OUT &HAB,&B00001101   

É mesmo incrível não é ?

Com todas essas informações sobre o teclado e sobre a PPI, o que ficou faltando entender é sobre a pinagem do conector de teclado do MSX Expert, que é o Din de 13 pinos.

Nesse caso iremos utilizar nosso circuito alimentado diretamente pelo conector traseiro do Expert que nos dará os 5V necessários para que o nosso circuito opere.

Falaremos sobre esse conector e sobre como funciona o teclado PS2 no próximo post, e assim com todas essas informações finalmente projetar o circuito que fará a leitura do teclado PS2 no MSX.

[]´s

MsxRevival

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Projeto BR-X (Construa seu MSX) – Parte 6


Olá pessoal;

No ultimo post da série da qual adquiri o processador Zilog Z80A, tive a oportunidade de realizar alguns testes, e obtive algumas conclusões positivas e negativas que gostaria de destacar aqui;

Pontos positivos;

– Toneladas de informações disponíveis, inclusive toneladas de programas de décadas já criados que podem ser utilizados, inclusive os que foram projetados para o processador 8088, isso graças a seu projeto ter sido modelado tendo o mesmo como base.

– Inúmeros projetos criados por muita gente competente que nos dá base para muitos entendimentos de seu funcionamento.

– Muito simples de entender.

– Muito usado com sucesso ainda hoje.

Ainda existem inúmeros pontos positivos sobre o veterano Z80 que poderia relatar aqui, poderia encher uma página do blog a respeito disso, mas não é pra isso que estou aqui e sim para construir um novo MSX.

Dentre essa análise preliminar sobre aonde quero chegar começei a dar voltas em minha cabeça e imaginar as possíveis expansões que gostaria de fazer no sistema e a possibilidade de leva-lo a uma nova geração, quem sabe 16 ou 32 bits.

Realizei inúmeros rascunhos, horas intermináveis de rabiscos, cálculos, esquemas e inúmeras coisas que pensei para que pudesse fazer com que esse projeto de certo.

Pensando em todas as possibilidades cai em um problema, que deve ser velho conhecido de quem já tentou projetar um MSX, como não sei como andaram esses projetos, não tenho como ter de parâmetros, mas de qualquer modo relato aqui em minhas anotações como pontos negativos.

Ponto Negativo;

– Simplesmente por ser um processador de 8 bits, com quase 40 anos de existência, sendo um forte limitador para projetos avançados.

De um modo geral, o que quero dizer a quem acompanha meu blog, e é entusiasta da retrocomputação que decidi testar também o processador Zilog Z382 que é um processador de 32 bits das qual caso obtenha sucesso pretendo incorporar no projeto junto ao Z80.

Você deve estar se perguntando, como vc vai fazer isso ? Pretende utilizar os dois processadores no mesmo projeto ? Entre inúmeras coisas.

Na verdade começei a estudar esse processador como forma de entender se posso usa-lo simplesmente e manter total compatibilidade com o velho z80, ou então fazer trabalhar em conjunto com o veterano.

Dessa forma como posicionamento ao pessoal informo que participam desse projeto o Z80A e o Z382, ambos da Zilog, pois estes estão fazendo parte dos estudos do projeto BR-X.

O que quero com isso é trazer o MSX da plataforma dos atuais  8 bits para os 32 bits, sem emulação.

A Arquitetura Z380;

Operando a 20 MHz a arquitetura do Z380, apresenta um quadro de comutação rápida através de quatro bancos de registro, que permite que o processador Z382 responda rapidamente às interrupções ao alternar entre tarefas.

Melhorias adicionais, que produzem o dobro do desempenho do Z180 (TM) e tanto quanto oito vezes maior do que o Z80 (R), incluem dois ciclos por instrução, 16MB de espaço de endereçamento linear, conjunto de instruções de 16 e 32-bits.

Todos os projetos baseados no Z80/180 podem facilmente portar seus projetos existentes para o código compatível com o código Z380 sem descartar o investimento em desenvolvimento de código.

Pinagem do Z382

Resumindo;

A plataforma MSX como todos sabem não é simplesmente o Z80, é um conjunto de componentes que o tornou tão versátil, se não fosse assim, todos os programas criados para outros micros da época rodariam no MSX sem precisar de adaptação, o que na verdade não aconteçe, na verdade deve existir a conversão do programa levando-se em conta os recursos do equipamento.

Por isso muitas vezes essas conversões não ficam boas, salvo algumas excessões.

Irei experimentar o Z382 para que possa verificar se ele pode realmente contribuir com o projeto de um modo a dar esse upgrade ao padrão, e caso positivo irei dar continuidade com ele na placa de testes.

Caso ele não comprove a eficácia no projeto, estarei estudando outros processadores.

Até o próximo post;

MsxRevival

Entrevista com Adriano Martins Trancoso, idealizador do site MSXResources


Olá pessoal;

No mundo da informática, dentro desses muitos anos das quais tenho presenciado, encontramos pessoas que fazem a diferença de algum modo e nos fazem acreditar que as coisas sempre podem ser melhoradas.

Em sem tratando do padrão MSX, eu posso chamar essas pessoas de abnegadas, pois buscam no fundo do baú informações de onde muitas vezes nem existem mais.

Retrocomputação, um vicío ou um estilo de vida ?

Uma dessas pessoas é o Adriano Trancoso que idealizou o site MSXResources, que desenvolveu um site muito bacana, que vem de encontro ao anseio de informações sobre o MSX.

Resolvi realizar uma pequena entrevista com ele, e quero agradeçer pela sua colaboração.

Entrevista;

MSXRevival => Qual seu nome, idade, profissão, e um breve histórico de sua vida com computadores pessoais ?

Meu nome é Adriano Martins Trancoso, tenho 34 anos, sou programador. Conheci informática com o Apple II, e depois parti para o IBM PC 486.
Se não fosse por estes eu não teria seguido esta carreira. Naquela época, sempre babei no MSX, pois graficamente era muito superior ao Apple II, e seus jogos literalmente me hipnotizavam.
Aliás, minha verdadeira paixão são jogos. Conheci este vício quando ví o Space Invaders no Atari a primeira vez, e até hoje não entendi pq meu pai resolveu nos dar um computador tão cedo – nunca tínhamos falado nisso em casa, e ele nem usava para o trabalho.
Ele deve ter pensando “deve ser legal para as crianças aprenderem”. Mas voltando aos jogos, eu vivia nos fliperamas, jogando Elevator Action, Gladiator e Pole Position, e acho que até que mais tarde meu pai me deu um vídeogame para que eu não ficasse nestes lugares – mas isso nunca adiantou 🙂
Nunca consegui ter um, até que recentemente, depois de seguir por anos a evolução na plataforma na internet, com novas expansões e tudo mais, resolvi entrar nessa e satisfazer esta vontade de criança.
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MSXRevival => Pq surgiu a idéia de colocar um site no ar voltado a esse pessoal ?
 Bem, isso surgiu por vários motivos. Primeiro, queria poder organizar o material que eu achava na internet, num só lugar, pra facilitar a minha vida. Mas daí pensei: por que não um site? Isso pode ajudar outras pessoas também. Fiz no formato de blog simplesmente por ser mais simples, não queria gastar muito tempo desenvolvendo um site, reinventando a roda, para um hobby.
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Resolvi seguir a idéia de sites com Gizmod e Engadget, com vários autores – fiz o site como “if you build it, they’ll come”, pois nunca imaginei em tocar o site sozinho. O meu sonho era conseguir gente interessada em fazer reviews, mexer com eletrônica e assim por diante, para cobrir todo o espectro do MSX, e fazer do site uma mídia para os hobbystas da plataforma. Esta última parte não aconteceu ainda, mas ainda não perdi a esperança.
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MSXRevival => Qual seu maior sonho, ou objetivo com relação a retro ?
Espero ainda poder elevar o hobby em minha casa á um outro nível, colecionando MSXs, X68000, C64 e outros computadores e vídeogames antigos. Infelizmente minha situação financeira ainda não permite isso, e ainda tem a questão de espaço. Mas tudo ao seu tempo 🙂
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MSXRevival => O que espera ainda do MSX ?
Espero ainda um verdadeiro “novo” MSX, algo entre os Expert3s e os OCMs. Algo que nos entregue a nostalgia, sem ser emulação deslavada, e sem problemas de compatibilidade ou sucateamento de micros antigos. E quem sabe um verdadeiro padrão MSX3? Sempre quis ver o MSX chegando aos 16 bits realmente.
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MSXRevival => Futuro….o que ainda esta por vir ? (retro)
Estou sempre de olho no Orbit, no GR8BIT, e nas discussões de “vaporware” das listas. Acredito que viverei para ver algum deles realmente fazendo diferença na cena do MSX.
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MSXRevival => O que ainda pretende colocar que ainda não colocou em seu site ?
Sempre quis ter mais matérias de hardware, de mods, criação de expansões, hacks e tudo mais. Não sou um cara de eletrônica, mas espero que um dia alguns destes “fudebas” escolham o MSXR para postar os seus trabalhos. Queria também postar mais reviews de jogos, de remakes para plataformas mais novas e de indie games inspirados em jogos de MSX, mas me falta o tempo para jogar tudo isso à fundo para fazer reviews realmente interessantes. Se conseguisse mais gente também para postar, mesmo que sobre outras plataformas, toparia até transformar o site no “Retro Resources” e abraçar mais plataformas.
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Bom pessoal, para quem quiser conhecer o site MSXResources, vale a pena dar uma navegada por lá, http://msxresources.wordpress.com/, fica aqui a nossa dica.
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Até a próxima;
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MsxRevival

Adaptador de teclado PS2 para MSX – Parte 9


Olá pessoal;

Nos posts anteriores, aprendemos como construir um gravador de PIC, como manipular uma protoboard, como acender um led, como realizar a gravação de um microcontrolador entre muitas outras coisas a um custo relativamente pequeno.

Para uma pessoa com um pouco ou nenhuma habilidade de eletrônica é possivel realizar essas tarefas com certa facilidade, e espero que todos aqueles que vem acompanhando nosso site possam estar evoluindo conosco na construção de nosso adaptador, e tenham conseguido construir o gravador.

Antes de mais nada, quero aqui salientar que andei dando uma olhada na internet sobre algum projeto semelhante, e o que mais me chamou a atenção foi o do Tabajara Labs, que é o que realmente mostra com clareza o que realmente aconteçe no controle de teclado do MSX, infelizmente a matéria que esta no ar ainda esta incompleta, todavia vale muito a pena dar uma olhada.

Apenas para recordar, quando abrimos o teclado do Expert, podemos verificar com clareza a seguinte situação;

Teclado do Expert aberto, mostrando o contador binário fixado na placa.

Na figura acima, podemos ver o chip 74LS145 que nada mais é do que um contador binário.

O MSX seleciona a linha através dos 4 bits menos significativos da porta C da PPI que vão a um decodificador BCD-Decimal (74LS145).

A leitura das colunas referentes à linha selecionada é feita através da porta B da PPI.

Logo entendemos que o MSX tem uma matriz de 11 X 8 bits.

Sabemos que a principal função do 74LS145 é a de decodificar as linhas e habilitando-as para a leitura pela porta B da PPI.

Do lado do MSX sabemos que a PPI é o 8255 da Intel.

Foto da PPI 8255A  datado do ano de 1.975, fabricado pela Intel.

Pensando de uma forma bem simples, a primeira coisa que me veio a mente é ter o scancode do teclado do MSX, mas afinal de contas o que é o scancode ?

Um scancode é simplesmente o número de uma tecla. O teclado designa um número para cada tecla no teclado; este é seu scancode.

Um código numérico transmitido a um computador sempre que uma tecla é pressionada ou liberada. Cada tecla do teclado tem um código de varredura específico. Esse código não é igual ao código ASCII usado para representar a letra, número ou símbolo que identifica a tecla; ele é um identificador especial da tecla propriamente dita, sendo sempre o mesmo, independentemente do caractere associado a ela.

No PC, quando uma tecla é pressionada, o código de varredura é transmitido ao computador, onde a parte do ROM BIOS (read-only memory basic input/output system) dedicada ao teclado traduz o código de varredura no seu equivalente em ASCII.

Como uma mesma tecla pode produzir mais de um caractere (por exemplo, o a minúsculo e o A  maiúsculo), o ROM BIOS também acompanha o status das teclas capazes de modificar a configuração do teclado, como Shift, levando-o em conta na hora de traduzir os códigos de varredura. Comparar com key code (código da tecla).

No MSX, quando uma tecla é pressionada, o código de varredura é transmitido ao computador e enviada a PPI, utilizando para isso o contador binário 74LS145.

Continuando a pensar de um modo simples, como poderei ter acesso ao scancode do teclado do MSX  ?

Mais uma vez recorri a internet para ver se existia alguma tabela pronta para ir direto ao assunto, e no final acabei não encontrando nada. O que me restou é dar uma olhada nos manuais existentes aqui comigo e ao pessoal que acompanha o site. : )

Encontrei na internet um pequeno programa, que descrevo aqui;

10 DEFINT A-Z:K=&HFBE5:CLS
20 FOR I=0 TO 10:PRINT RIGHT$(“0000000″+BIN$(PEEK(K+I)),8):NEXT
30 PRINT CHR$(11):GOTO 20

Esse pequeno programa tem a capacidade de representar em modo binário qual a tecla correspondente esta sendo pressionada.

Quando colocamos o mesmo para executar, ele cria a seguinte situação;

Ele cria 12 (doze) linhas, todas elas com o número 1 repetidos 8 vezes (8 bits).

Sendo assim => 1 1 1 1 1 1 1 1;

Quando pressionamos a tecla que desejamos identificar, suponhamos que seje a tecla 0 (zero) ele coloca um bit zero na segunda linha da matriz identificando qual tecla foi pressionada.

1 1 1 1 1 1 1 1      = 1 linha ( nao encontrei tecla válida para a mesma ).

1 1 1 1 1 1 1 0      = 2 linha  ( notem o zero) significa o pressionamento da tecla zero do teclado.

1 1 1 1 1 1 1 1       = 3 linha

1 1 1 1 1 1 1 1      = 4 linha e assim até a linha 12

Como temos no teclado do MSX uma matriz de 11 x 8, penso comigo que a primeira linha é desconsiderada, e temos que pegar a segunda linha em diante, que na verdade comparando com a tabela, realmente bate com a realidade da situação.

A idéia é pegar o scancode das teclas do MSX e criar uma tabela para disponibilizar aqui no site para que possamos continuar com o desenvolvimento de nosso adaptador.

Caso algum leitor tenha essa tabela pronta, por favor colabore conosco.

Acima a tabela de chaves da matriz internacional do teclado do MSX.

E agora, será que a tabela de chaves usadas nos micros MSX aqui no Brasil são as mesmas das utilizadas na matriz internacional ?

Tendo em mente que a tabela internacional nos serve de referência para identificar o teclado do MSX, e temos o programa em Basic acima para representar binariamente o código das teclas, então fica fácil criar uma tabela para representar o scancode Tupiniquim.

Por exemplo se temos a tecla Ç do teclado do MSX na tabela utilizada no Brasil, ela fica identificada na ROW 1 do 7(sétimo) bit.

Ex: 1 1 1 1 1 1 1 1 = row (0)

0 1 1 1 1 1 1 1  = row(1) = representa o Ç no teclado Brasileiro.

Esse mesmo programa pode ser utilizado para identificar qualquer tabela de chaves existentes nos padrões MSX.

Para quem entende um pouco de binário creio q a coisa ficou bem clara, e para quem não entende muito, vale pelo esclarecimento.

Agora que sabemos como identificar o scancode do teclado do MSX, creio que agora precisamos estudar a entrada de teclado do mesmo, da qual em seu encaixe de teclado temos o plug din de 13 pinos.

Conector de 13 pinos Din que equipa o teclado do Expert

Ai você usuário do HotBit deve estar se perguntando, e quem tem um HotBit com teclado quebrado vai ficar de fora desse adaptador ?

A princípio sim, porém tenho um projeto aqui que possibilita a ligação de um teclado PS2 via conector de cartuchos, que pode facilmente ser encaixada na entrada lateral, mas ainda não tenho previsão da data de lançamento do mesmo.

Mas voltando ao assunto, agora temos que entender como são as conexões de entrada do teclado no Expert.

Mas isso já é matéria do nosso próximo post;

MsxRevival;

A História do MSX – Parte 3


A Adoção do MSX no mundo.

Durante a década de 80, a Europa se tornou o maior mercado de jogos para computador, e eram extremamente populares os Commodore 64, Atari e o Sinclair (ZX-Spectrum) que dominavam o mercado.

E foi naquele momento que o MSX  foi lançado na Europa, com um mercado saturado de modelos de computadores de 8 bits, além do fato de o MSX ser considerado um computador lento para tratar a memória de video, e isso dificultava a portabilidade de jogos e softwares, e a maioria dos jogos portados ficavam extremamente lento.  Além é claro de inúmeras faltas de informação sobre o mesmo.

O computador MSX  foi criado pela empresa japonesa ASCII
dirigido por um dos pioneiros de informática da terra do sol nascente, Kazuniko “Kay” Nishi , ajudado pela Microsoft , contava com um sistema operacional, respectivamente: MSX-DOS e MSX-Basic . Desde o ano de 1983, os computadores foram fabricados por empresas como: Canon, Casio, Fujitsu, Hitachi, JVC, Mitsubishi, NTT, Panasonic, Pioneer e etc.

A Evolução.

O MSX teve quatro gerações: MSX (1983); MSX2 (1986); MSX2 + (1988); e TurboR (1990).

Os primeiros três eram de computadores de 8 bits baseados no Z80, enquanto que o TurboR  se baseou em um Zilog Z800, que é conhecido como R800.

O TurboR  foi introduzido em 1990, mas não foi bem sucedido devido à falta de apoio e o aumento da popularidade do até então IBM PC e seus compatíveis.

A produção do MSX TurboR terminou em 1993, quando Panasonic decidiu se focar no lançamento do videogame 3DO.

O desenvolvimento de um MSX3 havia sido programada para o mercado em 1990. Mas consecutivos atrasos no desenvolvimento de sua VDP fez a Yamaha perder o prazo de entrega e consequentemente o bonde do mercado, causando prejuizo enorme ao lançamento do TurboR, tendo em vista que foram desativados os recursos de dma e de resolução de 24 bits.

Philips NMS-8250

Ainda assim a Yamaha comercializou o chipset desenvolvido para placas VGA dos IBM PC’s, tentando assim diminuir o prejuizo financeiro. Por tudo isso o TurboR não pode ser considerado um MSX 3, sem dúvida foi uma revolução ao padrão, mas ficou só nisso.

O chipset que equipava as placas VGA era tão bom que competia com placas muito mais caras a época, tais como a X68000 da Sharp.

Creio que se o TurboR tivesse saído de fábrica com esse chipset, sua história teria sido outra e com certeza duraria muito mais tempo no mercado do que realmente durou. Quem sabe até um MSX 4 poderia vir por ai, essa tese é discordada por muitas pessoas tendo em vista que o TurboR sempre teve excelentes vendas no mercado e independente do sucesso ou não desse chipset no equipamento, a decisão da Panasonic seria a mesma.

Eu particularmente acredito que isso iria aumentar muito mais a venda descartando a suspensão de sua fabricação, e a empresa ia acabar dando um jeito de produzir o 3DO ao mesmo tempo que o TurboR.

Afinal de contas, se as vendas do TurboR estavam ótimas, qual empresa em sua consciência iria deixar de faturar ?

Foto do processador R800 que equipa o Turbo R.

No próximo post da série sobre a história do MSX, vou falar um pouco sobre o impacto que o computador obteve no mundo todo, sua ascensão e queda, e como vem se mantendo até os dias de hoje, através de pessoas apaixonadas pelo padrão que o mantém vivo até hoje, e abordando o assunto do projeto BR-X que é uma tentativa de recriar a primeira versão do MSX, dando a ele possibilidades de diferentes tipos de conexões existentes atualmente.

Até +

MsxRevival