A história do computador pessoal no Brasil – Por Marcelo Nascimento


Olá pessoal;

Já a algum tempo tinha vontade de escrever algum material que falasse da história dos computadores pessoais ou domésticos, pelo ponto de vista do Brasil. Algo que poucos conviveram e eu tive a oportunidade de viver próximo desse processo evolutivo. Com certeza, a abordagem utilizada aqui estará recheada de puro saudosismo. Aqueles que passaram pelos anos 80 vão se identificar bastante com minhas palavras.
Cenário Brasileiro
Inicialmente e o mais importante, vamos falar um pouco do cenário político e econômico do Brasil. Na década de 80 o Brasil estava deixando de ser um país de regime militar, com o fim da ditadura. Tudo que tínhamos de produção tecnológica tinha uma defasagem temporal de até 5 anos e em alguns casos, até mais que isso. Para quem vive os tempos de hoje deve achar isso um absurdo, mas é a pura verdade. Se um produto era lançado no mercado Americano ou Europeu, se tivéssemos sorte, somente cinco anos depois teríamos seu lançamento em terras brasilis.
As Montadoras de veículos no Brasil eram apenas quatro: Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet. Existiam outras, mas eram de participação irrisória. Não preciso nem comentar que nossos veículos eram pura carroça.
Telefone era muito caro e algo para poucos. Só para ter uma idéia trocava-se telefone por carros e por casas. Quem tinha muitas linhas telefônicas eram pessoas com muita boa situação. Comprava-se linhas como se compra imóveis para investimento. Nem pensem em internet, ela nem tinha nascido ainda, ao menos ao público em geral. Celular também não existia.
Devido ao Regime Ditatorial implantado na década de 60, percebia-se uma baixa-estima nos brasileiros, além de sentimentos reprimidos que foram habilmente manifestados pelas artes. Quero ressaltar a música e a literatura. Foi o surgimento do rock nacional, um momento ímpar na nossa música .
Dentro desse cenário altamente resumido abordarei o início da informática no Brasil no que se refere a computadores pessoais e domésticos. Não falaremos do que acontecia nas empresas.
Evolução do Microprocessador
O que possibilitou a existência de computadores pessoais e domésticos foi o surgimentos dos microprocessadores. Pequenas pastilhas de silício que aglomerava pequenos circuitos eletrônicos que concentrava conjunto de transistores, registros, flip-flops, contadores de anel, que gerenciavam e interpretavam comandos externos. Um dos mais famosos foi o 8080. Mas na minha opnião, o microprocessador que fez a diferença foi o Zilog 80 ou Z-80 como era conhecido. De baixo custo e de pequeno tamanho foi responsável pela popularização dos computadores domésticos.
 Através de criancinhas como essa acima foi possível o surgimento de equipamentos menores capazes de processar informações. Apareceram assim os microcomputadores pessoais, consoles de jogos e equipamentos domésticos que hoje utilizamos (celulares, telefones sem fio, miroondas, etc) e nem imaginamos que permite gerenciar e controlar as funções desses aparelhos.
Nos Estados Unidos, no final dos anos 70 dois jovens:  Steve Wozniak e Steve Jobs, criaram um dos primeiro microcomputadores que se transformaria em uma das marcas mais fortes no mercado tecnológico, a Apple. Inicialmente desenvolveram uma placa com microprocessador que poderia conectar teclado e um terminal e você teria em casa um microcomputador. Segundo conta-se foram feitas poucos desses brinquedinhos, mas o suficiente para conseguir recursos para o lançamento do Apple II.



A foto abaixo é de um Apple Laser II, lançado nos anos 80. 


Steve Jobs e Steve Wozniak



Nos anos 80 a IBM lança o Personal Computer (PC), computador que é o tataravô dos PCs e Notebooks conhecidos hoje.



     O PC atendia a necessidade corporativa e esse era o foco. A história do PC vale a pena comentá-la em outra postagem.

E no Brasil?
Bom! Lembram que falei que em terras brasilis tínhamos uma defasagem de 5 anos ou mais? Pois é, as coisas só aconteciam aqui quando estavam totalmente defasadas nos países de primeiro mundo. Era comum dizer que o nosso país era um celeiro … de carcaças !!! Algo que só conseguimos recuperar com a década de 90, com a abertura de mercado feita pelo ex-presidente Fernando Collor. Me lembro de um amigo que foi morar nos Estados Unidos na década de 80 e voltou no fim dos anos 90 e se assustou com o nosso país. Falou assim para mim: “Sai quando o nosso País estava na idade da pedra e o vejo agora evoluído tecnologicamente, acompanhando outros que visitei.”
Só para terem uma idéia melhor, os primeiros computadores domésticos, abordados abaixo, eram vendidos em poucas lojas de magazine ou departamento e me lembro de “desejar” esses brinquedinhos. Muitos me perguntaram: “O que é isso?”, respondo: “Um microcomputador.” e aí vinha a pérola: “E para que serve?”. Nessa época a palavra computador era usada mas poucos tinha a experiência de sua aplicabilidade. Tentar explicá-lo que podíamos editar textos ouvia-se “Não é melhor então uma máquina de escrever?” ou dizer que podia fazer cálculos respondiam “Ah!! Então é uma calculadora”. Infelizmente era assim. Mas esses micros foram vencendo a barreira domiciliar através de jogos. Foi assim, através dos jogos de computadores, que a Geração X, atravessou barreiras e desenvolveu o potencial computacional.
Por isso, abordarei inicialmente como tudo começou no Brasil. Através dos consoles de games que se misturavam com o surgimento dos computadores.
Os Videogames da Época

A primeira coisa que parecia um console de videogame foram os brinquedinhos da Philco chamado de telejogos. Ligava-se na televisão e através de um potenciometro controlava-se uma barrinha lateral, para cima e para baixo, para acertar a bolinha na tela. Os telejogos iniciaram sua venda no Brasil no entre os anos 70 e 80, não sei precisar a época exata.

Telejogo

Fora dos ambientes domésticos, existiam as máquinas de fliperama em pequenos salas de jogos. Mas não eram acessíveis a menores de dezoito anos, apenas acompanhado dos pais. Estávamos no regime militar e se cantava o hino antes de entrar na sala de aula de colégios públicos.


O primeiro console de vídeogame  para ambiente doméstico lançado no Brasil foi o Odyssey. Vejam o mais interessante, ele possuía um teclado no console, pouco utilizado, mas percebe-se o quanto a computação estava vinculada aos jogos.
 Logo após o lançamento do Odyssey no Brasil, quase no mesmo ano, foi lançado aquele que viria a ser a unanimidade em consoles domésticos, Atari. Com uma variedade de jogos estrondosos os cartuchos da Atari eram trocados, emprestados e comercializados pelo público infanto-juvenil da época.
Logo após o Atari surgiram outros fabricantes como CCE, com o mesmo sistema, que se podia usar os mesmos cartuchos. Sua popularidade não tinha fim no Brasil.
Os Computadores Domésticos

Conhecendo o contexto da época, agora podemos falar dos microcomputadores da época. Como minha família não tinha posses para adquirir os microcomputadores novos, consegui-os de terceira mão, nem era de segunda. Mas foi assim que pouco a pouco pude obter vários modelos diferentes o poder contar um pouquinho de cada.

Antes de prosseguirmos é importante ressaltar que para esses gadgets  não possuía Hard Disk – HD, nem disquete, nem entrada USB, nada disso ainda se quer existia, pelo menos para esses brinquedinhos. Os programas eram gravados em fita K7. Isso mesmo, as mesmas fitas de músicas que eram vendidas. A gravação era sequencial e um programa de 48 Kb (Pasmem!!! Isso mesmo!!!)  poderia levar mais de dez minutos para ser carregado, fato muito comum diga de passagem. Mas vamos apresentar os primórdios que eram comuns por aqui:

A Prológica foi uma das primeiras a estar no mercado nacional com bastante presença com vários modelos de microcomputadores. Ela possuía modelos simples até modelos profissionais. O CP-300 era considerado a versão simplista do CP-500, já que eram compatíveis e o CP-300 era estrito ao mercado doméstico. O computador era da linha TRS-80, processador Z-80, clock 2 MHz e 64 Kb de memória. Possuía sistema operacional próprio (quase todos eram assim antigamente) de linguagem própria, baseado no BASIC.

Ligava-se à televisão através de cabo RF, canal 2 ou 3, se não me engano. Infelizmente as aplicações para fins domésticos eram poucas, mas foi o primeiro brinquedinho do tipo que tive contato.

A Prologica também lançou o CP-400, colorido, muito bom, mas infelizmente pouco explorado.

Vamos agora explorar a linha Sinclair. Na minha opinião o TK-85, TK-90X (ZX Spectrum) e TK-95 foram brinquedos de respeito. Simples, funcional e bem explorado pela galera que curtia, principalmente pelos jogos.
Microdigital Eletrônica Ltda fabricante do  TK-85, TK-90X, TK-95 e também do TK-2000, teve uma boa venda dentro do mercado doméstico. O TK-85 já possuía processador ZX-81, clock de 3,25 MHz e 48 Kb  de memória. 



O sistema operacional era próprio e a linguagem de programação era Assembly e Basic. As teclas eram de borracha e tinha uma característica interessante para quem programava. Cada tecla representava um comando. Assim se você quer escrever o comando GOTO apertava a letra “G”, comando IF a letra “I”. 

Os programas eram gravados em fitas K-7, como disse anteriormente e ligava-se a TV através do cabo de antena (RF). 


O TK-85 não possuía material gráfico. O máximo que se conseguia era dentro de cada caractere, de 8 x 8 ter combinações de preenchimento 4 x 4. Além disso ele tinha 24 linhas por 32 colunas. Mas a criatividade mandava e se conseguia mesmo assim aplicativos interessantes.

Foi com esse brinquedinho com treze anos de idade comecei a fazer os primeiros programas de computador em Basic.


O TK-90X foi lançado após o TK-2000 (que falarei a seguir) e sem dúvida alguma foi um dos Gadgets de melhor qualidade gráfica, quantidade de jogos e programas, e de outras facilidades, além de vários fãs,  superado apenas  no futuro pelo msx.

O TK-90X era fantástico e valia esperar 10 minutos para carregas os seus jogos.


Para a época, essa coisinha com teclas de borrachas, era revolucionário. 

Lembro de vários grupos de TK ‘s, que sempre ficavam regulando o azimut dos gravadores para achar a freqüência ideal para carregar os jogos e esperar vários minutos para carregá-los. Guardávamos mais de 20 fitas que cabiam mais de 200 jogos. 

O TK-90X era a versão brasileira do ZX-Spectrum, micro que ficou muito popular na Inglaterra, com processador Z-80A, 3,58 MHz e 48 Kb de memória.

Vejam os gráficos acima, e imaginem a ginástica que era desenvolver jogos com pouco espaço de memória. Só para terem idéia um ofício do Word, de uma página e 190 palavras já lotaria a memória do TK-90X. Por isso eu torno a dizer que ele era simplesmente fenomenal.

Sua deficiência era no que tangia a Banco de Dados. O máximo que conseguia eram criar tabelas com dimensões fixas gerenciadas como matrizes.

A linguagem de programação era o Assembly e o Basic e seguia o mesmo formato de programar e escrever do TK-85.

Era possível encontrar vários acessórios, como impressora e até uma caneta óptica.

Quem teve o TK-90X, a de concordar com minhas palavras – fenomenal.


O TK-95 era praticamente o mesmo TK-90X encapsulado em um teclado semi-profissional.


O TK-2000 já era um computador de design robusto,  mas pouco explorado no Brasil.



O TK-2000 era na verdade o Aplle II, embora havia algumas incompatibilidades. Com processador de clock de 1,2 MHz não era muito rápido, mas possuía memória de 64 Kb. Também ligava-se na televisão através de cabo RF. 

Desde o aparecimento da Apple, o Apple II e o Apple Laser foram excelentes máquinas. Vários programas e periféricos. Deixarei para falar melhor no próximo item.




Agora começamos a nos aproximar de um nível de profissionalismo maior dentro dos microcomputadores. O Apple II possuía 4 MHz, 128 KB de memória, com várias possibilidades de telas de texto e gráficos: texto: 40×24 ou 80×24 linhas; gráficos: 40×48 (16 cores) / 80×48 (16 cores) / 280×192 (6 cores) / 140×192 (16 cores) / 560×192 (monocromático), com várias possibilidades de expansão e assessórios.

A possibilidade de conectar Drivers de Disquete aumentou sensivelmente a capacidade dos computadores domésticos. Além de não termos que esperar vários minutos e sim segundos para carregar sistemas e dados.

Os leitores de disquetes liam apenas um lado do disco. Picotava-se o outro lado e assim podíamos usar a outra face do disco.

Surgem nessa época aplicações não compiladas ou interpretadoras para gerenciamento de bases de dados como o Dbase, além de outros sistemas operacionais que podiam ser carregados e programas gerenciadores de arquivos. Editores de texto mais adequados e até planilhas eletrônicas.

O Apple II tinha todo o estilo profissional e corporativo mas era um equipamento que também podia ser utilizado em ambientes domésticos.



Está aí um computador que impôs respeito. O MSX veio com uma arquitetura fabulosa, desenvolvida pela ASC Corporation com apoio da Microsoft, com sistema operacional embutido e próprio, possuía 3 processadores sendo um exclusivo para imagem e outro para som que eram gerenciados por um Z-80. Com essas características o MSX era uma verdadeira estação de jogos, extremamente poderoso.


O processador tinha a performance de 3,58 MHz e memória de 512 KB, um salto diante nos equipamentos e modelos apresentados até aqui. 


A tecnologia recebeu muitos fãs da linha ZX-Spectrum (TK-90X) e várias produtoras de jogos passaram a desenvolver para o MSX.


O primeiro a ser lançado no Brasil foi o MSX Expert da Gradiente. O Expert, como era chamado, fugia do desenho dos MSX mundiais e tinha a opção de vir com o drive de disco. O teclado era separado da CPU algo que foi tendência nos PCs. 



Outra versão do MSX foi o Hotbit da Sharp. A compatibilidade de software entre os equipamentos MSX era praticamente total.

O MSX tinha um controle de componentes visuais único. O programador podia criar objetos visuais com animações próprias além de dar as movimentações que se quisesse na tela, e devolvia ao programador eventos que informavam quando havia choques e sobreposições desses objetos. Era muito fácil desenvolver jogos sobre essa arquitetura.

Quanto ao som, programava-se sobre canais independentes e assim, além de rápido por ser gerenciado por um processador independente, a sonorização era suave e perfeita.

Com essas características o MSX se tornou uma pura estação de jogos ou videogame de luxo.

O AMIGA foi um computador muito interessante no final dos anos 80. Infelizmente pouco vendido no Brasil o AMIGA.

O AMIGA era uma estação gráfica de altíssimo respeito. Tinha um valor considerável de mercado e particularidades para vários anos a frente. Diria que o AMIGA e Macintosh eram muito parecidos e reproduziam o que seria o futuro da informática.

Se vocês olharem a foto perceberão o aparecimento do Mouse (mesmo para o Macintosh). Isso mesmo. Eles foram os primeiros computadores a adotarem o ratinho. Isso se deve ao Sistema Operacional do AMIGA ser totalmente gráfico. Algo totalmente inusitado para a época. Mesmo máquinas como o PC-XT e 286 só depois de  muito tempo com o Windows 3.1 o mouse começou a ser um acessório necessário.

O sistema operacional do AMIGA tinha um sistema de janelas sobre uma interface gráfica genial, muito parecido com o MAC OS da época, depois seguido (ou copiada) nos sistemas operacionais de hoje.

Finalmente
Abordei apenas os microcomputadores domésticos que foram mais vistos no Brasil. Deixei de lado os que tinham cunho puramente profissional.
Até mais
[]´s
Dex
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Barramento de dados embaralhados no Z80 – Teoria


Olá pessoal;

Na imensa rede de computadores, sempre encontramos coisas surpreendentes, e uma das quais me chamou bastante atenção foi essa reportagem republicada pelo pessoal do cantinho do tk90x que achei muito interessante e gostaria de compartilhar com vocês na integra, que pra quem curte eletrônica é algo bem interessante.

Uma teoria do porquê dos pinos do barramento de dados (D0 a D7) do Z80 encontrarem-se embaralhados.

Z80_pinout

Se olhar a figura acima, verifica-se que a pinagem do barramento de dados é perfeitamente ordenada de A0 a A15, porém do barramento de dados é embaralhado e ainda por cima, com a linha de alimentação de +5 V no meio.

A explicação, segundo Ken Shirriff, estaria no fato do barramento de dados estar dividido em nível de pastilha do Z80:

z80-labeled-bus

Esta divisão teria sido feito para aumentar o paralelismo na decodificação da instrução a ser executada, que estaria contida no barramento. Pessoalmente eu achava estranho a ordem dos pinos no Z80, mas como o mesmo ocorre com muitos dos circuitos integrados conhecidos, não pensava que houvesse uma explicação, se é verdade ou mais uma lenda desse magnifico microprocessador, fica difícil saber, porém é uma explicação perfeitamente aceitável.

Fontes:

http://cantinhotk90x.blogspot.com.br/2014/09/barramento-de-dados-embaralhados-no-z80.html

http://beta.slashdot.org/story/207773

Até mais pessoal

[]´s

MsxRevival

Desmitificando o nascimento do MSX


Olá pessoal;

Texto interessante extraido do site de nosso co-irmão  http://www.konamito.es;

Se houver uma data importante na história da MSX é a data de  27 de junho de 1983 . Naquele dia, o MSX foi lançado pela primeira vez e por muitos anos, muitos de nós já tomamos como nascimento/lançamento do mesmo.  Até hoje;

Veja abaixo o documento que demonstra a data real do surgimento do msx para o mundo;

Registro-de-marca-MSX

Há alguns meses atrás, graças a uma pesquisa de  Rafa Corrales  que acessou a base da dados de registro do MSX,  e citando uma evidência do site LegalForce;

http://www.trademarkia.com/msx-73431197.html

Na segunda-feira junho 20, 1983, foi realizada, por MSX Licensing Corporation (Tokyo 101-0047), um registro de marca a partir de os EUA federais MSX. O Gabinete do United States Patent and Trademark deu o número de série 73431197. Esta marca tem atualmente em vigor e renovada. O secretário é Michael L. Lovitz, Esq. de Connolly Bove Lodge & Hutz LLP, PO Box 2207, Wilmington DE 19899. A descrição fornecida para o Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos para o MSX é programas de computador pré-gravados em fitas, discos, disquetes, cartuchos e fitas, e manuais do usuário e instruções relacionadas vendidos como uma unidade.

Olhando para o link do site da LegalForce concluímos que marca MSX usado pela primeira vez em 14 de Junho de 1983, foi registrada  em 20 de junho de 1983 , (uma semana antes do lançamento no Japão).

MSX Fan - 0001

Revista MSX Fan – a primeira publicação.

Agora podemos tirar as nossas conclusões sobre a data real do surgimento do nosso querido MSX para o mundo.

[]´s

MsxRevival

A história do MSX – Parte 6


ONE CHIP MSX

onechipmsx_closeup

Vista frontal da placa One Chip MSX

O One Chip MSX é um projeto bem interessante, onde uma empresa japonesa desenvolveu uma versão do MSX que roda em apenas um chip FPGA.

O One Chip MSX é um MSX1 e MSX2 completo, com entradas para cartucho e cartão SD, que pode ser usado para copiar os programas de MSX do PC e vice-versa.

O One Chip MSX é produzido pela D4 Enterprise e foi vendido fora do Japão pela Bazix.
O 1Chip MSX (tb conhecido como ESE MSX 3 System) como já foi descrito acima é um chip construído para ser uma versão compacta e expansível do microcomputador MSX. Mais especificamente o MSX 2.

Com um único chip FPGA contendo toda a parte eletrônica (exceto a memória RAM) de um MSX2, incluindo o MSX-MUSIC e a extensão de áudio SCC+.

O sistema está dentro de um compartimento azul plástico transparente e pode ser usado com um monitor comum (ou na própria tv)e um teclado de pc.Há slots para os tradicionais cartuchos (games ou não) de MSX bem como o cartão de SD e os cartões de memória MMC como um meio de armazenamento externo.

Emsx_board

 

Vista superior do One Chip MSX

Mesmo não precisando de um disk drive de 3/1/2 (disquetes), os discos são suportados pela emulação em um cartão de memória, inclusive o suporte para inicializar o MSX-DOS. Devido ao seu Hardware Programável VHDL, é possível fornecer ao dispositivo uma nova extensão de hardware simplesmente rodando um programa de reconfiguração usando o MSX-DOS.

O “One Chip MSX” vem equipado com 2 conectores USB que podem ser usados depois dando suporte ao código VHDL.

O ESE MSX System 3 é projetado pela ESE Artists’ Factory e distribuído com o nome de “One Chip MSX” pela D4 Entrepise e foi encarregado de ser distríbuido fora do Japão pela empresa Bazix. Contudo devido a algumas regulamentações na Europa,não pode ser distribuída naquele continente em sua forma original. O mercado europeu teve que esperar por uma versão adaptada que seria produzida e distribuída pela Bazix na Europa. Por fim a Bazix deixou de ser representante da MSX Association e assim não trará o One Chip MSX ao mercado ocidental.

One Chip em uso

Continua…

A História do MSX – Parte 5



SISTEMAS SEMELHANTES AO MSX.

Vários sistemas se assemelhavam ao MSX entre eles destaco o Spectravideo SV-328, mas este nunca foi totalmente compatível.

Foram convertidos inúmeros programas do MSX para o SV-328, que consistia basicamente realizar o download da BIOS do MSX.

Posteriormente a Spectravideo lançou o SV-728 que já era um MSX completo.

Outros equipamentos  também carregavam similaridades com relação ao MSX, entre eles o SEGA SG-1000, o MTX da Memotech e o Colecovision, apesar de terem inúmeras semelhanças, nenhum deles é realmente compatível com ele. Todavia a portabilidade entre esses sistemas era muito mais fácil.

Aproveitando a portabilidade, temos também inúmeras conversões de ZX-Spectrum que possuiam o mesmo processador.

O SPECTRAVIDEO 728 já era um MSX compatível

O MSX NO BRASIL

Sharp HotBit HB-8000;

Este equipamento, lançado em 1985, contava com o teclado integrado à CPU e tinha a versão do sistema 1.1 Br. Entre seus periféricos  estavam presentes o gravador de fita cassete (HB-2400), o drive de disquete (HB-3100) e o expansor de memória (HB-4200).

Contava com a linguagem de programação MSX Basic, e opcionalmente com os sistemas operacionais  MSX-DOS e CP/M.

O processador de som era da Yamaha (três vozes). O processador é o Zilog Z80, que contava com 8 bits de barramento, 16 bits de endereçamento e 3.57 MHz de velocidade de processamento. As portas disponíveis eram duas DB9 de entrada, para o joystick padrão Kempston (Usado no videogame Atari), e duas portas de expansão (slots) para acesso direto aos periféricos.

O modelo original era branco e cinza. Mas em 1987 foi lançado um modelo da cor preta com o sistema 1.2 Br e como periférico o gravador de fita cassete.  Essa versão segundo muitos apaixonados pelo MSX foi previamente preparada para se tornar um MSX 2.0, reforçado por alguns indicios na própria CPU, embora isso tenha sido negado por algumas pessoas de dentro da própria Sharp na época.

HOTBIT HB 8000

Expert Gradiente – XP 800;

Este equipamento, lançado em 1985, muito semelhante ao National CF-3000. Contava com o teclado independente. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor mono e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a muito popular.

Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).

EXPERT GRADIENTE – XP800

KITS DE TRANSFORMAÇÃO;

O Msx nas versões 2.0, 2+ e Turbo R, jamais foram fabricados no Brasil, todavia algumas empresas de eletrônica desenvolveram alguns kits de transformação que prometiam transformar os 1.0 em 2.0 ou 2+.

O MSX 2 contava com melhorias na arquitetura de vídeo, utilizando um novo processador de vídeo (V9938) desenvolvido em conjunto pela Microsoft, ASCII e Yamaha.

Sua memória de vídeo foi de 16 Kb para 128 Kb, a resolução passou de 256 x 192 para 512 x 424 no modo entrelaçado e ainda teve aumento de 16 para 256 cores em alta resolução, também teve ampliação dos comandos Basic, tornando-o um dos mais completos.

KIT DE TRANSFORMAÇÃO PARA MSX 2.0 DA DDX

MSX TURBO-R

A evolução dos micros MSX é uma das historias mais interessantes no ramo dos computadores. Ela conta o grande negócio que os japoneses fizeram adquirindo a tecnologia americana e utilizando a prática do Know-How.

Quando todos imaginavam que o MSX já tinha dado tudo o que podia, eis que ele atinge a maior idade, surgia o MSX Turbo R.

Sem sobra de dúvida o MSX foi o melhor computador de 8 bits desenvolvido no mundo, o que esperar do modelo de 16 bits ?

Fazendo um breve resumo de tudo o que aconteçeu com o MSX até esse momento da história, chegamos a seguinte linha do tempo;

  • Em junho de 1983 é lançado oficialmente o padrão MSX.
  • Em Janeiro de 1984 é lançado os MSX da SONY, SANYO, PANASONIC, JVC, YAMAHA, PIONNER, CANNON.
  • Em maio de 1984 é lançado o primeiro drive de 3 1/2 do mundo HBD-50. Uma tecnologia desenvolvida pela SONY.
  • Em dezembro de 1984 é lançado o MSX portátil da CASIO.
  • Em maio de 1985 a lançado o MSX2.
  • Em agosto de 1986 a empresa japonesa NEOS  lança dois cartuchos pare conversão dos MSX em MSX2.  É o Version UP Adapter.
  • Em julho de 1987 a Mitisubishi lança o MSX ML-TS2H, o primeiro MSX voltado para comunicação. Incorporava um modem a um telefone na parte superior do gabinete.
  • Em setembro de 1988 é lançado o MSX2+.
  • Em julho de 1989 é lançado a primeira interface para discos rígidos de 20 a 40 Mega bytes.
  • Em dezembro de 1989 é lançado um digitalizador de SCREEN 12/8 externo SONY e um Scanner de mão.
  • Em outubro de 1990 a lançado o MSX TURBO R, o primeiro MSX de 16 bits.

Os técnicos japoneses conseguiram acelerar o Z80 até o Maximo de 7.16 Mhz. Acima disso foi impossível.

Para ultrapassar este limite foi então desenvolvido um novo chip, o R800, que possui muita das funções do Z80. O R800 opera numa velocidade de 29 Mhz. Para o Z80 “conversar” com o R800 foi necessário utilizar S1990 Chip Suport System, responsável também pelas operações de slot, I/O e acesso a ROM.

Por falar em slot, é bom dizer que todas as conexões externas “BUS EXP” do micro estão em 8 bits para manter a compatibilidade com todos os periféricos.

O MSX TURBO R traz incorporada a tecnologia PCM (Pulse Code Modulation), a mesma técnica utilizada nos CD laser para digitalização de voz. O computador pode falar e escrever ou simplesmente mudar um menu após uma ordem falada pelo usuário. O timbre da voz é captada por um pequeno microfone incorporado no painel de luzes indicadores do micro.

Em 1991 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1GT, que trazia mais RAM (512 Kb, ao invés dos 256 Kb do ST), além de uma interface MIDI para conexão digital de instrumentos musicais, controlando até 32 canais de som simultâneos. O GT também trazia embutido em ROM um ambiente gráfico, o MSX-View. O View contém programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas integradas, gerenciador de arquivos, tudo sendo acionado por um mouse (o que hoje popularizou-se mais com o Windows dos PC’s).

Em 1993, para tristeza dos usuários, o MSX, depois de mais de 5 milhões de micros vendidos em todo o mundo, para de ser fabricado. A Panasonic alegou que o problema não era queda nas vendas, mas porque a empresa não tinha mais interesse em microcomputadores, investindo então no desenvolvimento do videogame 3DO.

Mas nesta época, já existiam vários grupos de usuários organizados que produziam software e hardware de qualidade para o MSX, e ainda incontáveis usuários espalhados pelos quatro cantos da terra. Na sua maioria estes usuários eram (e são) jovens estudantes que sabem explorar bem os recursos da máquina, e não é difícil conhecer entre eles engenheiros eletrônicos e exímios programadores. Alguns, inclusive, se encontram aqui no Brasil. Surgiram vários movimentos no mundo todo um deles de grande expressão foi o MSX Revival, que tinha o próprio Nishi como mentor.

MOVIMENTO MSX REVIVAL

No ano de 2001, Kazuhiko Nishi iniciou um movimento para tentar reviver o MSX (se é que algum dia ele tenha morrido) que foi chamado de MSX Revival, diz a lenda que nesse mesmo ano ele esteve em uma feira organizada por usuários e se encantou com o que viu, não imaginava que os usuários ainda cultuavam o MSX, e não só isso, desenvolviam hardware e software para ele.

Através do emulador chamado MSXPlayer ele tentou disseminar o uso do MSX novamente, esse emulador tem seus direitos autorais pertencentes a MSX Association.

Em 2004, uma empresa holandesa chamada Bazix anunciou a parceria de representação da MSX Association na Europa.

http://www.bazix.nl/

A Bazix iniciou suas atividades em julho de 2004, e sua tarefa era realizar o comércio dos produtos de MSX, e foi montado através de um conglomerado de parceiros, que pretendiam trazer o movimento MSX Revival para fora das fronteiras japonesas.

Desenvolveram a WOOMB.Net que comercializaria jogos retrôs para download, esses jogos seriam traduzidos para o inglês, coisa que nunca tinha sido feito para o MSX, tinham em média 14 jogos disponíveis na época. No Japão essas vendas iniciaram antes, através do projeto EGG ( http://www.amusement-center.com/en/project/egg/index.shtml ).

A grande jogada disso tudo foi o anuncio em Agosto de 2006 do One Chip MSX, que nada mais era em um chip Cyclone da Altera, utilizandoum conceito similar do projeto C-One, construido também a base de um unico chip em FPGA que simulava o COMMODORE-64.

As principais caracteristicas  do produto que era alojado em uma caixa feita de plástico azul transparente, e poderia ser usado com um monitor padrão (ou TV) e um teclado de PC.

Ele tem dois slots de cartuchos e suporta as extensões de áudio tais como MSX-MUSIC e SCC. Possui entrada para cartão SD, que podia ser usado como meio de armazenamento externo, ideal para emulação de unidade de disco.

Devido ao fato de utilizar hardware programável era possível ampliar os novos hardwares pela simples execução de um programa em MSX-DOS, e também possuia duas USB´s.

Por enquanto é só, até a próxima;

[]´s

MsxRevival

Próximos post da série;

A QUEDA DO ONE-CHIP;

NOVOS PROJETOS DE MSX;

MSX – UMA HISTÓRIA QUE NUNCA VAI ACABAR;

A História do MSX – Parte 4


Olá Pessoal;

Em continuidade a história do MSX…

Impacto

O MSX nunca tornou-se o padrão mundial que seus criadores haviam previsto, principalmente porque nunca decolou nos EUA e Reino Unido.  No entanto  no Japão, Coréia do Sul , Argentina e Brasil, ditou o mercado nos anos 80.
Ele foi também muito popular na Europa continental, especialmente na Holanda e Espanha.
Salas de aula cheias de MSX  foram utilizadas para o ensino de informática na escola em alguns países Árabes, União Soviética e Cuba, onde eles eram muito populares em todas as escolas públicas de educação e em diversas capitais. 

Cuba foi um dos países que utilizou o MSX em educação.

Como o governo cubano fez um movimento para modernizar os seus estudos de sistemas de computador, em 1985, Institutos Superiores Pedagógicos e algumas escolas de Ensino Pré-Universitário tiveram a oportunidade de ter MSX  com linguagem Basic residente, e eram popularmente conhecidos como “Teclados Inteligentes “.

Uma vez provando ser útil, o ministro da Educação continuou o processo de instalação de sistemas semelhantes em todas as escolas secundárias e nos grandes centros, finalizando nas escolas e instituições de ensino de adultos e recém-formados em todo o país.

Foram formados clubes de computação em todo o país que permitiram ao governo cubano educar o cidadão comum.

Sakhr AX170 e AX100

Na década de 80, Sakhr (صخر) Computadores, iniciaram a produção da primeira versão árabe de computadores MSX. Eles começaram a produzir o AX100 da Yamaha, mas também alguns outros modelos, incluindo MSX2 e MSX2 +. O modelo mais popular e acessível dentro dos países árabes  foi o Sakhr MSX AX170. Eles também foram os primeiros a arabizar o BASIC e a linguagem LOGO.

Muitos computadores MSX foram usados ​​durante a década de 80 no Leste Europeu (antigo Bloco Oriental ) como uma ferramenta para legendar filmes piratas em VHS ou Betamax.

Os computadores MSX foram utilizados por sua simplicidade e sua capacidade de exibir títulos preparados em tempo real como sobrepor texto em fitas de masterização. 

No total, 5 milhões de computadores MSX foram vendidos somente no Japão, o que o tornou relativamente popular, mas não o padrão global da qual foi definido.

Para uma comparação com os rivais de 8 bits computadores, o Commodore-64 vendeu 17 milhões de unidades em todo o mundo, o Apple II vendeu 6 milhões de unidades, o Atari vendeu pelo menos 4 milhões de unidades, o Amstrad CPC vendeu 3 milhões de unidades, e o Tandy TRS-80 vendeu 250.000 unidades.

Na  foto, vemos um modelo superior da Sony, sendo utilizado  na estação espacial russa Mir.
A Rússia foi um dos países que mais adotaram o MSX para fins educacionais e pesquisas científicas.

A sigla MSX

O significado da sigla “MSX”  continua sendo um assunto de debate. Na época, a maioria das pessoas concordava que significava “Microsoft Extend “, referindo-se ao Basic incorporado ao sistema, especificamente adaptado pela Microsoft para o MSX.

Outra fonte sugeria a sigla como Matsushita-Sony. No entanto, de acordo com Kazuhiko Nishi, a sigla MSX também pode ser entendido como  “Machines Extend Software“. Talvez por causa de uma aversão global a Microsoft, esta versão foi bem recebida pela comunidade MSX. No entando o mesmo Nishi diversas vezes negou essa afirmação.

O MSX-DOS (que é o sistema operacional de disco) tinha mecanismos internos compatíveis com o CP/M, e continha também um sistema de arquivos compatíveis com o MS-DOS.

Desta forma, a jogada da Microsoft foi a de promover o MSX para uso em casa utilizando o MSX-DOS, e ao mesmo tempo promovia o MS-DOS tanto em casa como em ambientes empresariais.

Até o próximo post;

[]´s

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A História do MSX – Parte 3


A Adoção do MSX no mundo.

Durante a década de 80, a Europa se tornou o maior mercado de jogos para computador, e eram extremamente populares os Commodore 64, Atari e o Sinclair (ZX-Spectrum) que dominavam o mercado.

E foi naquele momento que o MSX  foi lançado na Europa, com um mercado saturado de modelos de computadores de 8 bits, além do fato de o MSX ser considerado um computador lento para tratar a memória de video, e isso dificultava a portabilidade de jogos e softwares, e a maioria dos jogos portados ficavam extremamente lento.  Além é claro de inúmeras faltas de informação sobre o mesmo.

O computador MSX  foi criado pela empresa japonesa ASCII
dirigido por um dos pioneiros de informática da terra do sol nascente, Kazuniko “Kay” Nishi , ajudado pela Microsoft , contava com um sistema operacional, respectivamente: MSX-DOS e MSX-Basic . Desde o ano de 1983, os computadores foram fabricados por empresas como: Canon, Casio, Fujitsu, Hitachi, JVC, Mitsubishi, NTT, Panasonic, Pioneer e etc.

A Evolução.

O MSX teve quatro gerações: MSX (1983); MSX2 (1986); MSX2 + (1988); e TurboR (1990).

Os primeiros três eram de computadores de 8 bits baseados no Z80, enquanto que o TurboR  se baseou em um Zilog Z800, que é conhecido como R800.

O TurboR  foi introduzido em 1990, mas não foi bem sucedido devido à falta de apoio e o aumento da popularidade do até então IBM PC e seus compatíveis.

A produção do MSX TurboR terminou em 1993, quando Panasonic decidiu se focar no lançamento do videogame 3DO.

O desenvolvimento de um MSX3 havia sido programada para o mercado em 1990. Mas consecutivos atrasos no desenvolvimento de sua VDP fez a Yamaha perder o prazo de entrega e consequentemente o bonde do mercado, causando prejuizo enorme ao lançamento do TurboR, tendo em vista que foram desativados os recursos de dma e de resolução de 24 bits.

Philips NMS-8250

Ainda assim a Yamaha comercializou o chipset desenvolvido para placas VGA dos IBM PC’s, tentando assim diminuir o prejuizo financeiro. Por tudo isso o TurboR não pode ser considerado um MSX 3, sem dúvida foi uma revolução ao padrão, mas ficou só nisso.

O chipset que equipava as placas VGA era tão bom que competia com placas muito mais caras a época, tais como a X68000 da Sharp.

Creio que se o TurboR tivesse saído de fábrica com esse chipset, sua história teria sido outra e com certeza duraria muito mais tempo no mercado do que realmente durou. Quem sabe até um MSX 4 poderia vir por ai, essa tese é discordada por muitas pessoas tendo em vista que o TurboR sempre teve excelentes vendas no mercado e independente do sucesso ou não desse chipset no equipamento, a decisão da Panasonic seria a mesma.

Eu particularmente acredito que isso iria aumentar muito mais a venda descartando a suspensão de sua fabricação, e a empresa ia acabar dando um jeito de produzir o 3DO ao mesmo tempo que o TurboR.

Afinal de contas, se as vendas do TurboR estavam ótimas, qual empresa em sua consciência iria deixar de faturar ?

Foto do processador R800 que equipa o Turbo R.

No próximo post da série sobre a história do MSX, vou falar um pouco sobre o impacto que o computador obteve no mundo todo, sua ascensão e queda, e como vem se mantendo até os dias de hoje, através de pessoas apaixonadas pelo padrão que o mantém vivo até hoje, e abordando o assunto do projeto BR-X que é uma tentativa de recriar a primeira versão do MSX, dando a ele possibilidades de diferentes tipos de conexões existentes atualmente.

Até +

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A História do MSX – Parte 2


Olá pessoal, dando continuidade a história de nosso MSX;

O início de tudo;

Um dos primeiros protótipos do padrão MSX

Na década de 1980, o Japão estava no meio de um despertar econômico. As grandes empresas japonesas de eletrônicos poderiam ter sido bem sucedidas no mercado de computadores se tivessem feito um esforço concentrado no final de 1970.

Além de ter como produzir equipamentos com forte apelo visual, combinados com o poder de fábricas de tecnologia instaladas, infelizmente eles ignoraram o mercado de computadores domésticos e estavam hesitantes em fazer negócios em um mercado onde não existia um padrão na indústria daquele país.

Foi então que Nishi propós um padrão de nome MSX sendo uma tentativa de criar um padrão único para a indústria de computadores domésticos.

Inspirado pelo sucesso do VHS como um padrão para gravadores de vídeo cassete , muitos fabricantes japoneses de eletrônicos, juntamente com GoldStar , Philips e Spectravideo, decidiram construir e apostar no padrão.

A idéia do projeto era que qualquer hardware ou software com o logotipo do MSX deveria ser compatível com os produtos de logotipo MSX de outros fabricantes.

Em particular, a forma de cartucho de expansão e função eram parte da norma, qualquer expansão MSX ou cartucho de jogo iria funcionar em qualquer computador MSX.

O padrão definido por Nishi consistia principalmente de várias partes: a CPU principal era um 3,58 MHz Zilog Z80 , o chip gráfico uma Texas Instruments (TMS9918) com 16 KB de VRAM dedicada, o som usava o chip AY-3-8910  fabricado pela General Instruments (GI), e um chip da Intel o 8255 que era a interface programável de periféricos, tais como o teclado.

Da esquerda para a direita: Akio Gunji, presidente da Ascii, Kazuniko Nishi, o criador do
formato MSX, o jovem Bill Gates e Keiichiro Tsukamoto, também VP da Ascii.

Esta escolha foi compartilhada por muitos outros computadores domésticos e consoles de jogos da época, como o ColecoVision, e o Sega SG- 1000 sistema de vídeo game.

Praticamente todos os sistemas MSX utilizavam um teclado profissional, em vez de um teclado chiclete, o que elevava o custo final da máquina.

Consequentemente, esses componentes ao lado do Microsoft MSX Basic fez do MSX um micro competitivo, embora um pouco caro para os padrões da época.

Finalmente a apresentação;

Em 27 de Junho de 1983, data considerada o aniversário do MSX, ele foi formalmente anunciado durante uma conferência de imprensa, e uma série de grandes empresas japonesas declararam seus planos para introduzir essas máquinas.

As empresas japonesas evitaram o alto e competitivo mercado de computadores domésticos dos EUA, somente a Spectravideo e a Yamaha comercializaram máquinas MSX,sendo que ambas tiveram um pequeno sucesso.O Yamaha CX5M, foi construído para interfacear com vários tipos de equipamentos MIDI, foi anunciado mais como uma ferramenta de música digital do que um computador pessoal comum.


 CX5MII/128 Yamaha, o MSX da Yamaha.

Até o próximo post;

[]´s

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Projeto Orbit – Mais um projeto de Micro MSX !


Olá galera;

Para descontrair um pouco, estive visitando o site da WORP3 e pude observar que eles estão trabalhando em um novo MSX, assim como a gente eles tem a pretensão de desenvolver um novo equipamento do zero.

Abaixo, segue detalhes do projeto;

Acima o gabinete frontal do Orbit

O projeto Orbit é um novo desafio da equipe WORP3.

Será uma nova plataforma de hardware compatível com o MSX.

Quando estiver pronto, a plataforma Orbit irá embalar uma grande quantidade melhorias.
Para dar uma idéia de nossas metas de projeto, aqui estão algumas especificações do projeto-alvo:

-A CPU binário muito melhor Z80/R800 compatível que tem uma estrutura totalmente pipeline arquitetura de 32 bits.

-A memória principal terá uma capacidade mínima de 2 GBytes, largura de ônibus seráde 32 bits.

-Um processador de vídeo high-end, que é poderoso o suficiente para lidar com HDTV, sim MSX vai HD!

O VDP terá a sua própria largura de banda de memória de altura e tem um subconjunto compatível com o VG9958;

-Audio processador de som onboard;.

Na parte frontal encontraremos;

-Interruptor;
-Porta-MIDI;
-SD-Cart;
-3x portas USB;
MSX-slot para cartuchos compatíveis e porta de joystick;
-2.5mm fone de ouvido;

Na parte traseira encontraremos;
-Conector de alimentação;
-4x portas MIDI para fora;
Alta velocidade coaxial de porta de expansão;
-Porta HDMI;
-USB;
-Áudio estéreo;
-Áudio estéreo na porta de saída;

Maiores informações;

http://www.worp3.com/main.html

Espero que eles tenham sucesso nesse projeto, assim como a gente no nosso BR-X, pois assim estaremos fortalecendo o padrão.

Até +

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A História do MSX


Olá pessoal,

Para descontrairmos um pouco, segue alguns trechos que encontrei em alguns sites sobre a história do nosso querido MSX.

Abaixo uma foto emblemática, a Microsoft anunciava um acordo com a japonesa Ascii para a criação do padrão aberto, nascia o MSX. 

Da esquerda para a direita: Akio Gunji, presidente da Ascii, Kazuniko Nishi, o criador do
formato MSX, o jovem Bill Gates e Keiichiro Tsukamoto, também VP da Ascii.

O MSX foi uma idéia originalmente idealizada por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da Ascii, que queria um computador rápido, flexível e barato para fazer frente aos IBM PC´s, dominantes na época.

Assim, os aparelhos do padrão MSX eram equipados com o excelente processador Z-80, da Zilog, chip de som AY-3-8910 da General Instruments, placa de vídeo Texas Instruments com 16 KB de memória, modelos TMS9918 ou TMS 9928 (a mesma utilizada no ColecoVision), no mínimo 8 KB de RAM (embora a maioria dos computadores tivesse 16, 32 ou 64 KB), 32 KB de BIOS (Basic), 2 portas de expansão, 1 saída para joystick/mouse e conexão para gravador.

HotBit – HB8000 da Sharp ( Clone nacional do MSX)

Várias gigantes aderiram ao formato, como a Sony, Yamaha, Panasonic, Toshiba, Pioneer, NEC, Fujitsu, Daewoo, Philips e muitas outras, que lançaram versões próprias. No Brasil, o MSX foi fabricado pela Gradiente (Expert), Sharp (Hotbit) e Dynacom.

Em breve um pouco mais de história do MSX.

[]´s

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(*) Fonte: Retro Space