A História do MSX – Parte 5


SISTEMAS SEMELHANTES AO MSX.

Vários sistemas se assemelhavam ao MSX entre eles destaco o Spectravideo SV-328, mas este nunca foi totalmente compatível.

Foram convertidos inúmeros programas do MSX para o SV-328, que consistia basicamente realizar o download da BIOS do MSX.

Posteriormente a Spectravideo lançou o SV-728 que já era um MSX completo.

Outros equipamentos  também carregavam similaridades com relação ao MSX, entre eles o SEGA SG-1000, o MTX da Memotech e o Colecovision, apesar de terem inúmeras semelhanças, nenhum deles é realmente compatível com ele. Todavia a portabilidade entre esses sistemas era muito mais fácil.

Aproveitando a portabilidade, temos também inúmeras conversões de ZX-Spectrum que possuiam o mesmo processador.

O SPECTRAVIDEO 728 já era um MSX compatível

O MSX NO BRASIL

Sharp HotBit HB-8000;

Este equipamento, lançado em 1985, contava com o teclado integrado à CPU e tinha a versão do sistema 1.1 Br. Entre seus periféricos  estavam presentes o gravador de fita cassete (HB-2400), o drive de disquete (HB-3100) e o expansor de memória (HB-4200).

Contava com a linguagem de programação MSX Basic, e opcionalmente com os sistemas operacionais  MSX-DOS e CP/M.

O processador de som era da Yamaha (três vozes). O processador é o Zilog Z80, que contava com 8 bits de barramento, 16 bits de endereçamento e 3.57 MHz de velocidade de processamento. As portas disponíveis eram duas DB9 de entrada, para o joystick padrão Kempston (Usado no videogame Atari), e duas portas de expansão (slots) para acesso direto aos periféricos.

O modelo original era branco e cinza. Mas em 1987 foi lançado um modelo da cor preta com o sistema 1.2 Br e como periférico o gravador de fita cassete.  Essa versão segundo muitos apaixonados pelo MSX foi previamente preparada para se tornar um MSX 2.0, reforçado por alguns indicios na própria CPU, embora isso tenha sido negado por algumas pessoas de dentro da própria Sharp na época.

HOTBIT HB 8000

Expert Gradiente – XP 800;

Este equipamento, lançado em 1985, muito semelhante ao National CF-3000. Contava com o teclado independente. Entre seus periféricos estavam presentes o gravador de fita cassete, o monitor mono e um modem. Posteriormente foi lançada uma nova versão, a 1.1, com correções no teclado (acentuação), e tornou-se a muito popular.

Uma nova versão, o Expert Plus (GPC-1), na cor preta, foi lançada em 1989, junto com o cartão de 80 colunas. No mesmo ano foi lançado também o Expert DD Plus, com um drive de disquete de 3 1/2 embutido no canto do gabinete. Apesar dos avanços, o Expert Plus/DD-Plus teve problemas de compatibilidade, mais pela falta de informação dos produtores de loaders de jogos, que não sabiam como carregar corretamente os seus jogos (apenas usando as páginas de RAM já comuns do Expert 1.1 e do Hotbit).

EXPERT GRADIENTE – XP800

KITS DE TRANSFORMAÇÃO;

O Msx nas versões 2.0, 2+ e Turbo R, jamais foram fabricados no Brasil, todavia algumas empresas de eletrônica desenvolveram alguns kits de transformação que prometiam transformar os 1.0 em 2.0 ou 2+.

O MSX 2 contava com melhorias na arquitetura de vídeo, utilizando um novo processador de vídeo (V9938) desenvolvido em conjunto pela Microsoft, ASCII e Yamaha.

Sua memória de vídeo foi de 16 Kb para 128 Kb, a resolução passou de 256 x 192 para 512 x 424 no modo entrelaçado e ainda teve aumento de 16 para 256 cores em alta resolução, também teve ampliação dos comandos Basic, tornando-o um dos mais completos.

KIT DE TRANSFORMAÇÃO PARA MSX 2.0 DA DDX

MSX TURBO-R

A evolução dos micros MSX é uma das historias mais interessantes no ramo dos computadores. Ela conta o grande negócio que os japoneses fizeram adquirindo a tecnologia americana e utilizando a prática do Know-How.

Quando todos imaginavam que o MSX já tinha dado tudo o que podia, eis que ele atinge a maior idade, surgia o MSX Turbo R.

Sem sobra de dúvida o MSX foi o melhor computador de 8 bits desenvolvido no mundo, o que esperar do modelo de 16 bits ?

Fazendo um breve resumo de tudo o que aconteçeu com o MSX até esse momento da história, chegamos a seguinte linha do tempo;

  • Em junho de 1983 é lançado oficialmente o padrão MSX.
  • Em Janeiro de 1984 é lançado os MSX da SONY, SANYO, PANASONIC, JVC, YAMAHA, PIONNER, CANNON.
  • Em maio de 1984 é lançado o primeiro drive de 3 1/2 do mundo HBD-50. Uma tecnologia desenvolvida pela SONY.
  • Em dezembro de 1984 é lançado o MSX portátil da CASIO.
  • Em maio de 1985 a lançado o MSX2.
  • Em agosto de 1986 a empresa japonesa NEOS  lança dois cartuchos pare conversão dos MSX em MSX2.  É o Version UP Adapter.
  • Em julho de 1987 a Mitisubishi lança o MSX ML-TS2H, o primeiro MSX voltado para comunicação. Incorporava um modem a um telefone na parte superior do gabinete.
  • Em setembro de 1988 é lançado o MSX2+.
  • Em julho de 1989 é lançado a primeira interface para discos rígidos de 20 a 40 Mega bytes.
  • Em dezembro de 1989 é lançado um digitalizador de SCREEN 12/8 externo SONY e um Scanner de mão.
  • Em outubro de 1990 a lançado o MSX TURBO R, o primeiro MSX de 16 bits.

Os técnicos japoneses conseguiram acelerar o Z80 até o Maximo de 7.16 Mhz. Acima disso foi impossível.

Para ultrapassar este limite foi então desenvolvido um novo chip, o R800, que possui muita das funções do Z80. O R800 opera numa velocidade de 29 Mhz. Para o Z80 “conversar” com o R800 foi necessário utilizar S1990 Chip Suport System, responsável também pelas operações de slot, I/O e acesso a ROM.

Por falar em slot, é bom dizer que todas as conexões externas “BUS EXP” do micro estão em 8 bits para manter a compatibilidade com todos os periféricos.

O MSX TURBO R traz incorporada a tecnologia PCM (Pulse Code Modulation), a mesma técnica utilizada nos CD laser para digitalização de voz. O computador pode falar e escrever ou simplesmente mudar um menu após uma ordem falada pelo usuário. O timbre da voz é captada por um pequeno microfone incorporado no painel de luzes indicadores do micro.

Em 1991 foi lançado o MSX Turbo-R FSA1GT, que trazia mais RAM (512 Kb, ao invés dos 256 Kb do ST), além de uma interface MIDI para conexão digital de instrumentos musicais, controlando até 32 canais de som simultâneos. O GT também trazia embutido em ROM um ambiente gráfico, o MSX-View. O View contém programas como editores de texto, editores gráficos, planilhas integradas, gerenciador de arquivos, tudo sendo acionado por um mouse (o que hoje popularizou-se mais com o Windows dos PC’s).

Em 1993, para tristeza dos usuários, o MSX, depois de mais de 5 milhões de micros vendidos em todo o mundo, para de ser fabricado. A Panasonic alegou que o problema não era queda nas vendas, mas porque a empresa não tinha mais interesse em microcomputadores, investindo então no desenvolvimento do videogame 3DO.

Mas nesta época, já existiam vários grupos de usuários organizados que produziam software e hardware de qualidade para o MSX, e ainda incontáveis usuários espalhados pelos quatro cantos da terra. Na sua maioria estes usuários eram (e são) jovens estudantes que sabem explorar bem os recursos da máquina, e não é difícil conhecer entre eles engenheiros eletrônicos e exímios programadores. Alguns, inclusive, se encontram aqui no Brasil. Surgiram vários movimentos no mundo todo um deles de grande expressão foi o MSX Revival, que tinha o próprio Nishi como mentor.

MOVIMENTO MSX REVIVAL

No ano de 2001, Kazuhiko Nishi iniciou um movimento para tentar reviver o MSX (se é que algum dia ele tenha morrido) que foi chamado de MSX Revival, diz a lenda que nesse mesmo ano ele esteve em uma feira organizada por usuários e se encantou com o que viu, não imaginava que os usuários ainda cultuavam o MSX, e não só isso, desenvolviam hardware e software para ele.

Através do emulador chamado MSXPlayer ele tentou disseminar o uso do MSX novamente, esse emulador tem seus direitos autorais pertencentes a MSX Association.

Em 2004, uma empresa holandesa chamada Bazix anunciou a parceria de representação da MSX Association na Europa.

http://www.bazix.nl/

A Bazix iniciou suas atividades em julho de 2004, e sua tarefa era realizar o comércio dos produtos de MSX, e foi montado através de um conglomerado de parceiros, que pretendiam trazer o movimento MSX Revival para fora das fronteiras japonesas.

Desenvolveram a WOOMB.Net que comercializaria jogos retrôs para download, esses jogos seriam traduzidos para o inglês, coisa que nunca tinha sido feito para o MSX, tinham em média 14 jogos disponíveis na época. No Japão essas vendas iniciaram antes, através do projeto EGG ( http://www.amusement-center.com/en/project/egg/index.shtml ).

A grande jogada disso tudo foi o anuncio em Agosto de 2006 do One Chip MSX, que nada mais era em um chip Cyclone da Altera, utilizandoum conceito similar do projeto C-One, construido também a base de um unico chip em FPGA que simulava o COMMODORE-64.

As principais caracteristicas  do produto que era alojado em uma caixa feita de plástico azul transparente, e poderia ser usado com um monitor padrão (ou TV) e um teclado de PC.

Ele tem dois slots de cartuchos e suporta as extensões de áudio tais como MSX-MUSIC e SCC. Possui entrada para cartão SD, que podia ser usado como meio de armazenamento externo, ideal para emulação de unidade de disco.

Devido ao fato de utilizar hardware programável era possível ampliar os novos hardwares pela simples execução de um programa em MSX-DOS, e também possuia duas USB´s.

Por enquanto é só, até a próxima;

[]´s

MsxRevival

Próximos post da série;

A QUEDA DO ONE-CHIP;

NOVOS PROJETOS DE MSX;

MSX – UMA HISTÓRIA QUE NUNCA VAI ACABAR;

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