A História do MSX – Parte 4

Olá Pessoal;

Em continuidade a história do MSX…

Impacto

O MSX nunca tornou-se o padrão mundial que seus criadores haviam previsto, principalmente porque nunca decolou nos EUA e Reino Unido.  No entanto  no Japão, Coréia do Sul , Argentina e Brasil, ditou o mercado nos anos 80.
Ele foi também muito popular na Europa continental, especialmente na Holanda e Espanha.
Salas de aula cheias de MSX  foram utilizadas para o ensino de informática na escola em alguns países Árabes, União Soviética e Cuba, onde eles eram muito populares em todas as escolas públicas de educação e em diversas capitais. 

Cuba foi um dos países que utilizou o MSX em educação.

Como o governo cubano fez um movimento para modernizar os seus estudos de sistemas de computador, em 1985, Institutos Superiores Pedagógicos e algumas escolas de Ensino Pré-Universitário tiveram a oportunidade de ter MSX  com linguagem Basic residente, e eram popularmente conhecidos como “Teclados Inteligentes “.

Uma vez provando ser útil, o ministro da Educação continuou o processo de instalação de sistemas semelhantes em todas as escolas secundárias e nos grandes centros, finalizando nas escolas e instituições de ensino de adultos e recém-formados em todo o país.

Foram formados clubes de computação em todo o país que permitiram ao governo cubano educar o cidadão comum.

Sakhr AX170 e AX100

Na década de 80, Sakhr (صخر) Computadores, iniciaram a produção da primeira versão árabe de computadores MSX. Eles começaram a produzir o AX100 da Yamaha, mas também alguns outros modelos, incluindo MSX2 e MSX2 +. O modelo mais popular e acessível dentro dos países árabes  foi o Sakhr MSX AX170. Eles também foram os primeiros a arabizar o BASIC e a linguagem LOGO.

Muitos computadores MSX foram usados ​​durante a década de 80 no Leste Europeu (antigo Bloco Oriental ) como uma ferramenta para legendar filmes piratas em VHS ou Betamax.

Os computadores MSX foram utilizados por sua simplicidade e sua capacidade de exibir títulos preparados em tempo real como sobrepor texto em fitas de masterização. 

No total, 5 milhões de computadores MSX foram vendidos somente no Japão, o que o tornou relativamente popular, mas não o padrão global da qual foi definido.

Para uma comparação com os rivais de 8 bits computadores, o Commodore-64 vendeu 17 milhões de unidades em todo o mundo, o Apple II vendeu 6 milhões de unidades, o Atari vendeu pelo menos 4 milhões de unidades, o Amstrad CPC vendeu 3 milhões de unidades, e o Tandy TRS-80 vendeu 250.000 unidades.

Na  foto, vemos um modelo superior da Sony, sendo utilizado  na estação espacial russa Mir.
A Rússia foi um dos países que mais adotaram o MSX para fins educacionais e pesquisas científicas.

A sigla MSX

O significado da sigla “MSX”  continua sendo um assunto de debate. Na época, a maioria das pessoas concordava que significava “Microsoft Extend “, referindo-se ao Basic incorporado ao sistema, especificamente adaptado pela Microsoft para o MSX.

Outra fonte sugeria a sigla como Matsushita-Sony. No entanto, de acordo com Kazuhiko Nishi, a sigla MSX também pode ser entendido como  “Machines Extend Software“. Talvez por causa de uma aversão global a Microsoft, esta versão foi bem recebida pela comunidade MSX. No entando o mesmo Nishi diversas vezes negou essa afirmação.

O MSX-DOS (que é o sistema operacional de disco) tinha mecanismos internos compatíveis com o CP/M, e continha também um sistema de arquivos compatíveis com o MS-DOS.

Desta forma, a jogada da Microsoft foi a de promover o MSX para uso em casa utilizando o MSX-DOS, e ao mesmo tempo promovia o MS-DOS tanto em casa como em ambientes empresariais.

Até o próximo post;

[]´s

MsxRevival

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