A História do MSX – Parte 3

A Adoção do MSX no mundo.

Durante a década de 80, a Europa se tornou o maior mercado de jogos para computador, e eram extremamente populares os Commodore 64, Atari e o Sinclair (ZX-Spectrum) que dominavam o mercado.

E foi naquele momento que o MSX  foi lançado na Europa, com um mercado saturado de modelos de computadores de 8 bits, além do fato de o MSX ser considerado um computador lento para tratar a memória de video, e isso dificultava a portabilidade de jogos e softwares, e a maioria dos jogos portados ficavam extremamente lento.  Além é claro de inúmeras faltas de informação sobre o mesmo.

O computador MSX  foi criado pela empresa japonesa ASCII
dirigido por um dos pioneiros de informática da terra do sol nascente, Kazuniko “Kay” Nishi , ajudado pela Microsoft , contava com um sistema operacional, respectivamente: MSX-DOS e MSX-Basic . Desde o ano de 1983, os computadores foram fabricados por empresas como: Canon, Casio, Fujitsu, Hitachi, JVC, Mitsubishi, NTT, Panasonic, Pioneer e etc.

A Evolução.

O MSX teve quatro gerações: MSX (1983); MSX2 (1986); MSX2 + (1988); e TurboR (1990).

Os primeiros três eram de computadores de 8 bits baseados no Z80, enquanto que o TurboR  se baseou em um Zilog Z800, que é conhecido como R800.

O TurboR  foi introduzido em 1990, mas não foi bem sucedido devido à falta de apoio e o aumento da popularidade do até então IBM PC e seus compatíveis.

A produção do MSX TurboR terminou em 1993, quando Panasonic decidiu se focar no lançamento do videogame 3DO.

O desenvolvimento de um MSX3 havia sido programada para o mercado em 1990. Mas consecutivos atrasos no desenvolvimento de sua VDP fez a Yamaha perder o prazo de entrega e consequentemente o bonde do mercado, causando prejuizo enorme ao lançamento do TurboR, tendo em vista que foram desativados os recursos de dma e de resolução de 24 bits.

Philips NMS-8250

Ainda assim a Yamaha comercializou o chipset desenvolvido para placas VGA dos IBM PC’s, tentando assim diminuir o prejuizo financeiro. Por tudo isso o TurboR não pode ser considerado um MSX 3, sem dúvida foi uma revolução ao padrão, mas ficou só nisso.

O chipset que equipava as placas VGA era tão bom que competia com placas muito mais caras a época, tais como a X68000 da Sharp.

Creio que se o TurboR tivesse saído de fábrica com esse chipset, sua história teria sido outra e com certeza duraria muito mais tempo no mercado do que realmente durou. Quem sabe até um MSX 4 poderia vir por ai, essa tese é discordada por muitas pessoas tendo em vista que o TurboR sempre teve excelentes vendas no mercado e independente do sucesso ou não desse chipset no equipamento, a decisão da Panasonic seria a mesma.

Eu particularmente acredito que isso iria aumentar muito mais a venda descartando a suspensão de sua fabricação, e a empresa ia acabar dando um jeito de produzir o 3DO ao mesmo tempo que o TurboR.

Afinal de contas, se as vendas do TurboR estavam ótimas, qual empresa em sua consciência iria deixar de faturar ?

Foto do processador R800 que equipa o Turbo R.

No próximo post da série sobre a história do MSX, vou falar um pouco sobre o impacto que o computador obteve no mundo todo, sua ascensão e queda, e como vem se mantendo até os dias de hoje, através de pessoas apaixonadas pelo padrão que o mantém vivo até hoje, e abordando o assunto do projeto BR-X que é uma tentativa de recriar a primeira versão do MSX, dando a ele possibilidades de diferentes tipos de conexões existentes atualmente.

Até +

MsxRevival

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